Domingo, 30 de abril de 2017
Página inicial do clicfilhos.com.br
    

COMPORTAMENTO


Estas são dúvidas de usuários respondidas por Norma Leite Brandão, pedagoga e educadora.

Tenho um único filho de quatro anos que, dos três meses aos dois anos e meio, ficou em creche. Quando ele começou a ter problemas comportamentais, como birra, passei então a trabalhar em casa e ele melhorou muito. No ano passado coloquei-o na natação e na capoeira, ele se mostrou bastante interessado. Porém agora tenho me desgastado bastante, pois ele não quer prestar atenção ao que os professores falam. Todos que têm a mesma idade que ele vão mudar de turma, menos ele. Ouvi falar uma vez em distúrbio de atenção ou concentração. Não sei a que profissional pedir ajuda. Vocês poderiam me orientar?


Pelo seu relato, podemos perceber que seu filho não está acompanhando as atividades por não escutar ou atender as orientações dos professores. Da forma como você coloca, parece que ele não está matriculado na escola de educação infantil e passa o dia em casa, é possível que estejam faltando a ele algumas experiências que os colegas vivenciam na escola, isso poderia justificar essa defasagem em relação aos outros.


Hoje se sabe da importância dos primeiros anos para o desenvolvimento infantil, uma boa escola pode, realmente, oferecer as condições que permitam o desabrochar harmônico nos diversos níveis: físico, emocional e cognitivo. A função socializadora da escola de educação infantil é fundamental para as crianças, em especial para as que têm pouca convivência com outras, pois é lá que aprendem a ceder, emprestar, negociar, esperar, cooperar, habilidades que dificilmente podem ser desenvolvidas no espaço doméstico.


Aos quatro anos o ingresso na escola de educação infantil é absolutamente indicado, pois a maioria das crianças já superou as fraldas, as mamadeiras diurnas e já tem a autonomia necessária para se expressar pedindo ou, se necessário, reclamando para ser atendida em suas necessidades. Além disso, as atividades oferecidas por uma boa escola, certamente, incluem as brincadeiras, que nessa faixa etária representam aprendizagem.


Quanto à questão que você levanta sobre distúrbios de atenção sugiro que, primeiramente, você converse com seu pediatra que conhece seu filho muito bem e talvez possa ajudá-la melhor. De todo modo o especialista para um primeiro diagnóstico é o psicopedagogo, que irá encaminhar, se necessário, para outros de acordo com as especificidades do caso.


Tenho um filho de sete anos e outra de cinco. O menino anda dedurando os colegas, tanto na escola quanto em atividades esportivas durante a semana. Importuna aos professores durante a aula contando os erros e defeitos que os colegas têm. Já fui chamada na escola. Conversei com ele dizendo-lhe que iria acabar ficando sem amigos. E ele só me escuta... O que devo fazer? Por que isso acontece?


Essa atitude de seu filho pode ser uma tentativa de garantir seu espaço, chamando a atenção dos adultos, professores e pais ou, ainda, uma reação de ciúmes da irmãzinha. As razões podem ser várias, muitas vezes os pais acham que estão dando carinho e atenção, mas a criança não sente assim e procura as mais diferentes formas de se mostrar presente.


No seu relato não fica claro se essas atitudes acontecem há algum tempo ou se são recentes. Além disso, você não conta se há algo mais acontecendo de novidade na vida dele ou da família, o que poderia justificar esse comportamento. Procure fazer uma análise desses pontos e talvez consiga chegar à(s) causa(s) desse processo que é bastante penoso para você e, certamente, para ele também.


Dizer a uma criança de sete anos que pode perder os amigos talvez não seja a melhor estratégia, pois ele ainda não consegue concretizar isso. Sugiro que tente ignorar, sempre que possível, as suas interferências, chamar sempre a atenção ou dar broncas o tempo todo pode acabar reforçando o comportamento indesejado. Evite comentários sobre o assunto, sobretudo na frente dele.

Seu filho já deve ser capaz de se colocar no lugar do outro, procure fazê-lo perceber como se sentiria se os outros ficassem apontando seus defeitos e falhas. Procure usar, sem exagero, esse recurso para sensibilizá-lo, costuma ser eficiente. Quando isso não for possível, apenas chame sua atenção com um gesto ou olhar previamente combinado com ele.


Você parece ter se incomodado por ter sido chamada pela escola, pois escutar queixas sobre o filho não é agradável. Entretanto é preciso ficar claro que as atitudes dos professores têm que ser tomadas por eles, pois a responsabilidade pelo ambiente escolar é deles e não dos pais, que sequer estão presentes. Assim espera-se que eles coloquem os limites para o que consideram inconveniente na escola, da mesma forma que é responsabilidade dos pais agir com seu filho em casa.


Minha filha tem nove anos. Moramos em um condomínio grande e o relacionamento entre minha filha e amigos da mesma idade e de idades menores é muito bom. Há mais ou menos três meses sua melhor amiga da escola mudou-se para o mesmo condomínio.A partir desta data, duas mães de crianças do condomínio me procuraram para relatar que suas filhas (uma de 10 anos e outra de 5) estavam com ciúmes da relação de minha filha com a amiga da escola. Uma das mães chegou a afirmar que minha filha estava evitando a sua filha. Como devo agir com a minha filha? Que explicação devo dar às outras mães?


Você diz que sua filha sempre teve bom relacionamento com as crianças do condomínio, é possível que ela seja do tipo "popular", requisitada para qualquer brincadeira. Claro, se atualmente ela demonstra preferência pela amiga da escola, as outras meninas sentem-se preteridas e enciumadas. Por um lado, é natural e compreensível que a sua filha esteja encantada com a mudança da melhor amiga da escola para o seu condomínio. Mas, é importante que você mostre a ela que é possível manter as outras amizades. Administrar a convivência é um aprendizado, embora sempre envolva escolhas e preferências. Seria interessante verificar como é essa amizade para definir alguma intervenção, se necessário.


Convém observar se sua filha demonstra algum tipo de fixação exagerada na amiga da escola a ponto de se preterir as outras, pois isso pode ser motivo de preocupação. Especialmente numa fase em que a abertura para as amizades é fundamental, a criança que se fecha num relacionamento deixa de se desenvolver socialmente. Procure conversar com sua filha para tentar desvendar o que a fascina nessa amiga a ponto de desconsiderar as outras, se é que isso realmente ocorre. Se você se dispuser a ouvir, com tranqüilidade, as respostas poderão trazer surpresas, mas, certamente, darão pistas sobre como agir.


Merece atenção especial, também, se houver dependência dela relação à outra, pois isso pode comprometer a amizade e tornar-se um peso excessivo. Afinal, a amizade é uma relação que envolve trocas, se a balança pender muito para um dos lados, não será saudável para nenhum deles. Se nenhuma dessas situações está acontecendo, fique tranqüila e procure respeitar a preferência de sua filha, isso pode ser apenas uma fase de deslumbramento com a novidade. Sempre que possível, estimule sua filha a procurar as antigas amigas.


Quanto às mães, o que fazer? Ouvir suas queixas e... desconversar, se possível, sem entrar na defesa de sua filha. Procure entender as mágoas delas, mas não se envolva demais, pois na maioria das vezes, as crianças resolvem suas questões e os pais ainda se estranham, não é mesmo?


Tenho um filho de dois anos e meio e outro de dez anos. O mais velho dá muito trabalho na escola: se comporta mal e é super distraído, vive no mundo da lua. Todos os professores reclamam, já conversei, já dei castigo, mas nada resolveu. A falta de atenção e desinteresse é tão grande, que eu não consigo explicar as lições de casa. Fico muito nervosa e começo a alterar a voz. A diretora da escola me orientou a procurar um psicólogo, pois ele esta com baixa auto-estima e depressivo. Não sei como agir, não consigo ajudá-lo.


Algumas crianças, sem dúvida, dão mais trabalho que outras, inclusive na escola. Você relata a sua dificuldade em ajudar seu filho nas tarefas de casa, embora não mencione em que série ele está. Ao mesmo tempo diz que já fez de tudo, de conversas a castigos. Entretanto não nos dá mais detalhes sobre os interesses dele (fora da escola), nem sobre quais seriam as suas maiores dificuldades e, ainda, se sempre foi assim ou se isso tudo começou recentemente. Sem conhecer seu filho nem você pessoalmente, precisaríamos desses e de outros dados para ajudá-la.


Talvez você possa refletir um pouco sobre a orientação da diretora desde que você tenha confiança nela e reconheça que tem razão quanto a seu filho estar com baixa auto-estima e depressivo. Um psicólogo pode ser uma grande ajuda para detectar onde estão as dificuldades, se fazem parte do universo emocional ou cognitivo e, também, se podem estar relacionadas à coordenação motora. Poderá orientar com maior assertividade a melhor forma de agir com seu filho para ajudá-lo a recuperar a auto-estima. Muitas vezes os pais, por estarem muito envolvidos com o filho, não conseguem enxergar e perceber algumas pistas que uma pessoa mais distanciada pode levantar e, a partir disso, direcionar as atitudes dos pais para uma ajuda mais efetiva. A escolha desse profissional exige atenção e cuidado, peça indicações à escola, vá conversar, veja como se sente em relação a cada um deles e ao que é colocado por eles. A relação entre psicólogo e a família precisa ser baseada na empatia, caso contrário fica difícil dar continuidade ao tratamento.


Este ano meus filhos, de três e quatro anos, iniciaram a vida estudantil. Porém, há uns três meses, eles estão muito violentos entre si. Gostaria de alguma orientação sobre o assunto.


Briga entre irmãos faz parte do cotidiano de toda família que tem mais de um
filho. Eles disputam, competem pela atenção dos pais, se desentendem e...
voltam a se entender novamente. Entretanto, você relata que há um tempo eles
estão muito agressivos entre si e isso certamente merece uma parada para
reflexão.


Os seus filhos têm pouca diferença de idade, os mesmos interesses e, por
causa disso, provavelmente, a competição entre eles tende a ser mais
acirrada. Procure analisar quais são as causas das disputas: brinquedos,
objetos, brincadeiras, programas de TV, uso dos espaços da casa, etc. Eles
ainda são pequenos e precisam de sua ajuda para organizar uma escala de
revezamento no caso de programas ou espaços preferidos por um ou outro.


Em caso de agressões procure separar os briguentos e descreva a cena em voz
alta. Ouvir a narração ajuda a criança a tomar consciência do seu
comportamento e a pensar sobre isso. Deixe claro que não admite agressões
físicas. Evite tomar partido ou dar razão a um deles. Melhor é perguntar
sobre o que originou a briga e dar a palavra a um de cada vez. Se ainda
assim não conseguir acalmar os ânimos e impasse persistir, deixe-os por um
tempo sozinhos para que cheguem a um acordo. Esta estratégia costuma
funcionar, porém se não der certo proponha duas ou três soluções e deixe-os
novamente para resolverem o conflito.


Tudo isso exige tempo, disponibilidade e paciência, mas ajuda as crianças a
aprenderem a conviver com seus iguais, um rico aprendizado sobre as regras
de convivência do qual as disputas com irmãos são o prato principal.


Irmãos nunca se entenderão o tempo todo e estarão sempre envolvidos em
conflitos ou com ciúmes do outro. Quando pequenos isso costuma acontecer -
e até mesmo quando crescem - mas poderão ser amigos mais tarde desde que os
conflitos entre eles sejam bem gerenciados pelos pais. Atenção especial para
não proteger, acobertar ou sobrecarregar nenhum deles. Afinal, os filhos são diferentes e às vezes, sem perceber, as interferências dos pais acabam causando ciúmes, inveja, sentimentos de rejeição e injustiça. Reflita sobre isso e boa sorte.



Meu filho tem 1 ano e 8 meses e já está no maternal. Ele adora ir para a escola, mas tem dificuldades de se entreter em uma atividade. Em casa ele também é super agitado, querendo sempre alguma novidade. Faz parte das características da idade ou devo me preocupar ainda mais?


Algumas crianças são mais agitadas que outras. Seu filho está numa idade de grandes descobertas e essa agitação tanto pode ser momentânea como indicar uma característica mais marcante de sua personalidade. Em alguns casos, quando a criança é mais velha, há a necessidade da intervenção de algum especialista. Mas ainda é cedo para um prognóstico. Quanto à agitação em casa procure, nos momentos em que estiver com ele, atividades que levem a algum tipo de concentração: contar histórias, montagem de jogos etc. Perceba o que o mobiliza mais e incentive-o. Não há necessidade de longos momentos pois as crianças, nessa idade, têm menos concentração. Utilize o tempo em que você estiver com ele da forma mais produtiva e verifique se, gradativamente, seus períodos de concentração aumentam.


Meu filho de 2 anos tem se mostrado muito egoísta: acha que tudo é dele e pega coisas dos outros sem pedir licença. Está na escolinha há oito meses e em muitos momentos é agressivo, não conseguimos controlá-lo. Cheguei até a dar umas palmadas (o que me agride), mas não adianta. Dificilmente ele se concentra em alguma atividade, é agitado e tem pesadelos. O que devemos fazer?


Essa idade é terrível mesmo, não é verdade? Eles nos testam das mais diferentes formas. Fazem birras, brigam, começam a contestar, tudo isso faz parte. Mas a família deve se posicionar e dar os limites. Pai e mãe devem conversar sobre isso (de preferência, longe dele) pois é importante que a criança perceba que há uma unidade na ação dos pais. Jamais tire a autoridade de seu marido e vice-versa, mesmo que não concordem com algum procedimento. Você diz que dar uma palmada a agride. Mas há palmadas e palmadas, concorda? Há momentos, nessa idade, em que nada substitui uma boa palmada no local correto, de forma consciente, sem perder o eixo. Algumas crianças pedem uma ação efetiva, sem que isso seja uma agressão descabida.

Você nos traz três questões importantes a serem observadas: a agressividade, a agitação e os pesadelos. Eles podem fazer parte de um momento passageiro ou um indicador de alguma questão maior, como hiperatividade. De qualquer forma, seu filho ainda é muito novo e você precisa analisar seu desenvolvimento em casa e na escola antes de buscar outro tipo de investigação. Uma sugestão: descubra como é a postura dele na escola e que tipo de procedimento apresenta resultados positivos. Nesses casos, uma ação conjunta escola/família é fundamental. Dar limites, para crianças dessa faixa etária, significa afetividade. Muitas vezes nos perdemos em explicações e, com medo de "reprimir" nossos filhos, não conseguimos atuar de forma consistente e eficaz. O período de zero a seis anos é fundamental na construção de alguns valores e atitudes que permearão seu futuro.


Meu filho não quer ir para escola. Já fez o jardim e o pré, tem 6 anos, mas neste ano chorou tanto, que conversamos, levamos à psicóloga, batemos, e nada adiantou, até que o tirei da escola de vez. Será que no próximo ano terei problemas novamente?


Houve um tempo em que as crianças demoravam-se mais no processo de adaptação escolar. Dificuldades nesse sentido, atualmente, são raras. Nessa idade, as crianças costumam gostar muito do convívio com colegas e professores. Algo deve ter acontecido para que seu filho relutasse tanto, a ponto de tirá-lo da escola. Essa não é a melhor saída. O retorno, agora, poderá ser mais difícil. O primeiro passo é que você, como mãe, esteja tranqüila e confiante na escola escolhida. Isso é fundamental. Só assim, diante de "birras", resistências, você poderá falar firmemente com ele e explicar a importância de sua presença na escola.

Bater, nesse caso, não resolve. Mas atuar, juntamente com a professora, de maneira firme e gradativa, sim. Ele terá um novo momento de adaptação em que você precisará ser coerente em seus atos e buscar na orientadora e professora sua confiança. Se seu filho perceber que está insegura, nada funcionará. Quanto mais cedo ele se reintegrar, melhor. O espaço de socialização propiciado pela escola é fundamental.

Você precisará se "distanciar" e delegar a instrução formal à escola. Para isso, além de explicar a seu filho a necessidade da convivência com colegas e do aprendizado, precisará, também, ser muito firme. Ele irá testá-la, de todas as formas, mas não perca a cabeça. Se você confiar realmente na escola escolhida, em seus profissionais, conseguirá, gradativamente, que ele também confie. Isso é fundamental. As crianças sentem nossas inquietações e reagem.


Meus filhos fizeram amizades com as crianças da rua quando mudamos de casa. Porém o Bruno, de 9 anos, só pensa em brincar e neste ano seu comportamento em casa e seu desempenho na escola estão ruins. Ele é rebelde, não tem responsabilidade com os estudos e nem dá os recados que a professora manda. Passo o dia todo fora e minha empregada também não consegue controlá-lo. Será que ele precisa de ajuda psicológica?


Esse é um período difícil mesmo. Os moleques ficam mais moleques do que nunca. No caso de Bruno, ele "descobriu" a rua, o que tem um lado muito positivo...talvez ele esteja "tirando o atraso", não é verdade? Mas os limites precisam ser dados e o quanto antes melhor.

Não precisam ser muitas regras, mas precisam ser cumpridas. Se isso não for feito agora, tudo se complicará mais tarde, quando a famosa adolescência chegar. Hoje as mães sentem algumas dificuldades maiores, em função do trabalho fora de casa. Porém alguma estrutura tem que ser colocada no lugar para que algumas obrigações básicas sejam cumpridas.

Você pergunta se ele precisa de algum auxílio psicológico. É difícil dizer, só você tem o quadro real de Bruno. O que a escola tem a dizer sobre isso? Já foi solicitada? Normalmente ela pode nos dar pistas preciosas nesse sentido. De qualquer forma, com psicóloga ou não, parece ser imprescindível que família e escola tenham uma linguagem comum para encontrar saídas eficazes. E que os pais sejam firmes e consistentes diariamente em suas medidas. Sabemos o quanto é difícil, mas parece ser esse um caminho.


Meus filhos ficam no meu pé desde o momento que chego do trabalho até a hora de dormirem. Eu gosto, mas me sinto, às vezes, sufocada. Meu filho do meio, de 6 anos, é o mais teimoso e desobediente dos três (o único menino). Na escola, a professora já reclamou da falta de concentração dele, embora tenha boas notas e não sinta dificuldades no aprendizado . Penso que ele poderá ser um tirano, um péssimo estudante, enfim, uma pessoa irresponsável. Devo procurar ajuda psicológica?


Os pais, hoje, se defrontam com questões complicadas, não é verdade? Devem se sentir sufocados mesmo: trabalham o dia inteiro, correm de um lado para o outro. No caso das mães, isso é pior ainda, há uma sobrecarga real. Você diz que seu filho é o mais desobediente de todos. Bem, vamos pensar um pouquinho nisso. Ele é o filho do meio e o único menino. Isso já sinaliza algumas coisas. A primeira delas é o fato de ele estar chamando a atenção sobre si. Normalmente os mais velhos e os caçulas costumam "roubar a cena", não é? Ocupam todos os espaços, por motivos dos mais diferentes. Seu filho pode estar precisando mais de você, nesse momento. A segunda questão é o fato de ser menino, e eles são mais agitados mesmo. Nós, como mães, temos mais dificuldades de dar limites aos filhos homens. Isso é histórico e comprovado.

Nessa idade, dar limite significa, para eles, afetividade. Mas há a necessidade de uma ação contínua, permanente, consistente. Não adianta nada ser permissiva em determinados momentos e, depois, ser "durona" ou perder a cabeça. Ele precisará sentir que há regras a serem cumpridas e limites. Eleja poucas e boas regras e estabeleça "contratos" com ele, para ele cumpra. Procure, também, privilegiar qualidade e não quantidade de tempo junto dele. Não é o tempo que você fica a seu lado que é importante. É como você fica com ele.

A agitação pode ser proveniente do momento em que ele atravessa, como pode sinalizar uma hiperatividade, o que exige um outro tipo de conduta.

A escola deve ter um quadro mais completo para analisar a necessidade de uma ajuda psicológica. Por que não pergunta aos professores e à orientação? Muitas vezes, uma ação conjunta (pais/escola), sobre algumas regras básicas, pode auxiliar muito.


Comentário:    
       
VIEIRA 04 de December de 2011 | 17h 58

tenho 02 filhos uma de 22 anos e outro de 10 anos, eles brigam muito, ela não tem nehuma paciência com ele e ele não respeita ela, tem hora que vão aos tapas, fico muito preocupada, vejo a hora de um fazer uma tragêdia com o outro, não sei mais o que fazer, me ajude?

Matérias relacionadas

   
As dificuldades do autismo 26/07/2001 às 14:12:00

Autismo é uma questão delicada, que muitos pais têm dificuldades em aceitar e tratar da forma correta. Conheça melhor as faces dessa condição.

   
Problemas todos temos 11/07/2002 às 14:11:00

Dificuldades em casa: ansiedade, medo, vergonha de partilhar? Quando e por que abrir o jogo na escola?

   
Limites diante da telinha 11/06/2001 às 16:08:00

A televisão é extremamente poderosa e, se os pais não abrirem os olhos, correrão o risco de conviver muito pouco com seus filhos. Quantifique as horas e analise os programas que seu pimpolho está assistindo.E não esqueça que noticiário violento não é prog

   
Dicas para proteger seus filhos 26/03/2003 às 13:21:00

Principalmente as grandes cidades oferecem uma série de riscos para nossos filhos. Veja aqui dicas para protegê-los contra alguns problemas, como assalto e seqüestro.

   
A ditadura da violência 21/12/2003 às 22:24:00

Como os jovens poderão experimentar a tão sonhada liberdade vivendo num mundo extremamente violento e amedrontador? E os pais, conseguirão dormir tranqüilos com seus filhos soltos pela cidade?