Quinta-feira, 19 de outubro de 2017
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O tal do aquecimento global

Por Carla Oliveira *


Entenda o que é este fenômeno e saiba como você e sua família podem contribuir para evitá-lo.

Certamente seu filho já chegou da escola com alguma tarefa envolvendo o tema aquecimento global. Você também deve ter notado que o assunto está presente em diversos programas de televisão, filmes, jornais e revistas. Tem-se discutido muito sobre este fenômeno, mas a verdade é que poucas pessoas realmente o compreendem e têm consciência de sua gravidade.


Resumidamente, o aquecimento global significa um aumento considerável da temperatura média da Terra em um período de tempo relativamente curto. Para se ter uma idéia, no século passado, essa temperatura subiu entre 0,5ºC e 0,8ºC. Para os próximos cem anos, é previsto um aumento de até 4ºC na temperatura média da superfície terrestre. Pode parecer pouco, porém pequenas alterações no clima são capazes de produzir conseqüências muito sérias.


Os cientistas ainda não sabem prever exatamente quais seriam estas conseqüências, pois se trata de um fenômeno complexo. No entanto, já atribuem ao aquecimento global o derretimento das geleiras e calotas polares, que vem ocorrendo em volumes muito acima dos normais. Esse derretimento exagerado vem aumentando o nível do mar, o que poderá provocar a inundação de ilhas baixas e áreas costeiras.


Eventos como tempestades e furacões tem-se tornado mais freqüentes e intensos, pois as águas oceânicas estão mais quentes. Por outro lado, os cientistas prevêem que, futuramente, algumas regiões poderão sofrer com a seca e até se transformarem em desertos. A mudança no clima poderá provocar a extinção de muitas espécies de animais e plantas.


Os homens também sofrerão diretamente as conseqüências desta mudança, se não conseguirem frear o aumento da temperatura do planeta. Cientistas calculam que excesso de calor poderia provocar a morte de muitas pessoas. Nos lugares de seca ou de excesso de chuvas, os prejuízos para o plantio seriam enormes, podendo gerar escassez de alimentos. Além disso, as enchentes fariam proliferar diversas doenças trazidas pelas águas, como dengue e malária.

As causas do aquecimento global

O aquecimento global é provocado pelo chamado efeito estufa. Quando os raios solares chegam à superfície da Terra, uma grande parte é absorvida pelo solo, pelos lagos e mares e pelas plantas, e outra parte é refletida de volta para o espaço. O calor absorvido é liberado aos poucos e deveria voltar ao espaço também, porém acaba ficando "preso" na atmosfera terrestre porque é retido por gases como o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso.


É aí que entra a responsabilidade do homem nesta história. Esses gases que prendem o calor na Terra são liberados principalmente por atividades como queima de combustível, produção industrial, decomposição do lixo em aterros, agricultura e pecuária, uso de fertilizantes, combustão de madeira. Por isso, todas as medidas que pretendam deter o aquecimento global estão ligadas, direta ou indiretamente, à redução da emissão desses gases na atmosfera.

O que podemos fazer?

Diante de um problema desta dimensão, muitas pessoas acreditam que não possam fazer nada para detê-lo. Sem dúvida, a responsabilidade maior é do setor industrial e dos governos. Alguns países já assinaram um pacto - o tão falado Protocolo de Kyoto -, em que se comprometem a reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa na atmosfera.


No entanto, cada pessoa pode contribuir individualmente para reduzir o impacto negativo de suas atividades na saúde do planeta. É fundamental ter em mente que, se cada um fizer a sua parte, os efeitos positivos serão somados e só assim poderemos garantir a construção de um futuro melhor para as próximas gerações.


Abaixo, você encontra uma lista com algumas ações que podem ser tomadas, no dia-a-dia, para evitar o aquecimento global. Nossa sugestão é que essas medidas sejam discutidas entre a família, para que todos se conscientizem de sua importância. As crianças, principalmente, devem ser estimuladas a participar, para garantirmos a formação de futuros cidadãos responsáveis pelo meio ambiente em que vivem.


Ah, e não é demais lembrar que muitas destas ações podem representar também uma grande economiza de dinheiro para a sua família. Então, mãos à obra!


1. Certifique-se de que o motor de seu carro está regulado, de modo que libere a menor quantidade possível de gases nocivos, e que os pneus estejam bem calibrados, pois isso diminui o consumo de combustível por quilômetro rodado.


2. Use menos o carro. Quando possível, ande a pé ou de bicicleta, use o transporte coletivo ou combine caronas com os amigos. Para levar e buscar as crianças na escola, por exemplo, estabeleça um sistema de rodízio com pais que morem perto da sua casa.


3. Recicle seu lixo. Em muitas cidades, caminhões da prefeitura recolhem lixo reciclável em dias determinados. Informe-se sobre este serviço ligando para a prefeitura e, se a sua cidade ainda não o tiver disponível, cobre esta medida dos responsáveis.


4. Nunca queime seu lixo nem folhas ou restos de poda de árvores.


5. No supermercado, evite utilizar sacolas plásticas desnecessariamente. Ao comprar um ou dois produtos, não é preciso nem utilizar sacola, pois você pode levá-los na bolsa ou na mão. Ao fazer compras de volume médio, considere a possibilidade de utilizar uma sacola grande de tecido trazida de casa - muitas lojas estão lançando modelos específicos para esta finalidade. Já para fazer as compras "do mês", cujo volume é muito grande, caixas de papelão são a melhor opção.


6. Evite comprar produtos cujas embalagens não são recicláveis, como as feitas de papéis plastificados e metalizados (do tipo usado para embalar salgadinhos e outras guloseimas). Evite também produtos que desperdicem material na embalagem. Desta maneira, as empresas que os produzem serão obrigadas a fazer mudanças e se adaptar às exigências dos consumidores por embalagens ecologicamente corretas.


7. Dê preferência a produtos com embalagens reutilizáveis, que possam ser preenchidas novamente com refil, ou que possam ser destinadas a outra finalidade após o uso (por exemplo, um pote plástico de sorvete que pode posteriormente ser utilizado para guardar objetos em casa).


8. Evite utilizar copos, plásticos e demais utensílios de plástico descartável. No trabalho, na escola ou na academia, por exemplo, tenha sempre à mão sua própria garrafa.


9. Compre alimentos produzidos na região em que você mora - assim você evita a emissão dos gases no transporte dos alimentos, além de ajudar a sua comunidade a prosperar.


10. Dê preferência aos alimentos frescos no lugar dos congelados, que consomem dez vezes mais energia para serem produzidos.


11. Diminua o consumo de carne bovina, pois o gado é responsável pela liberação de enormes quantidades de gás metano na atmosfera.


12. Dê preferência a alimentos orgânicos, produzidos sem a utilização de fertilizantes químicos.


13. Economize energia. Nada de deixar luzes e aparelhos eletrônicos ligados desnecessariamente. Após desligar os aparelhos, tire-os da tomada, pois mesmo na posição de espera (stand by) eles continuam consumindo energia.


14. Troque suas lâmpadas comuns por lâmpadas fluorescentes, que gastam menos energia e duram mais.


15. Sempre que possível, utilize o chuveiro elétrico na posição "verão", que consome menos energia. Não demore muito no banho.


16. Aproveite a iluminação natural de sua casa. Colocar a escrivaninha onde as crianças estudam em frente à janela é uma boa maneira de fazer isso.


17. Utilize as máquinas de lavar roupa e louça em sua capacidade máxima. Somente use a secadora de roupas quando não for possível secar as roupas no varal.


18. Considere a opção de instalar aquecimento solar em sua residência. O custo inicial pode parecer grande, mas a economia de energia compensa.


19. Plante árvores, flores e plantas onde puder. Um vaso na varanda ou num canto da sala já ajuda.


20. Nunca jogue óleo de cozinha pelo ralo da pia. Informe-se sobre locais que coletam óleo usado para a fabricação de biocombustível ou sabão (veja abaixo algumas sugestões). Se não for possível, jogue o óleo no lixo comum, porém devidamente embalado numa garrafa plástica.


21. Diminua a quantidade de papel que você usa. Utilize sempre o verso das folhas e, antes de jogar uma agenda ou caderno fora (no lixo reciclável), separe as folhas em branco que sobraram e utilize-as para anotações.


22. Pratique o consumo consciente! Somente compre o que for necessário, evitando o desperdício de recursos naturais.


23. Pressione os vereadores da sua cidade a adotar medidas a favor da preservação do meio ambiente. Participe das discussões na Câmara de Vereadores - e porque não? - faça sugestões de projetos de lei.



Para doar o óleo de cozinha usado:


  • Pão de Açúcar: algumas unidades da rede de supermercados recebem doações de óleo usado, armazenado em garrafas PET. http://www.grupopaodeacucar.com.br/imprensa/default_area.asp?st_menu=1&idNoticia=6611&cod_area=1


  • A ONG Instituto Triângulo recebe doações de óleo ou coleta na sua residência - este serviço vale apenas para moradores do Grande ABC (São Paulo), na quantidade mínima de 5 litros de óleo.
    www.triangulo.org.br


  • Postos especiais de coleta da Prefeitura Municipal de Curitiba, localizados nos terminais de ônibus da cidade, recolhem óleo usado e outros lixos tóxicos. http://www.prefeitura.curitiba.org.br




    Postos de entrega de lixo reciclável:


  • Postos de Entrega Voluntária (diversos locais na cidade de São Paulo): http://www.radioeldorado.com.br/fm/pintoulimpeza/index.htm


  • O Pão de Açúcar também recebe materiais para reciclagem, em postos distribuídos em diversas cidades: http://www.grupopaodeacucar.com.br/meioambiente/default_area.asp?idNoticia=4797&cod_area=0



    Lembre-se: Se você não conseguir localizar um posto de coleta de lixo ou de óleo usado em sua cidade, o melhor a fazer é ligar para a prefeitura e se informar! Outra alternativa é pesquisar a existência de cooperativas e associações de catadores. Para saber mais: www.lixo.com.br


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