Sábado, 23 de setembro de 2017
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Minha Boa Idéia, Educação, primeiros passos


Você encontra aqui breves relatos de pais que, assim como você, já passaram por diversas situações difíceis com seus filhos. Os relatos trazem dicas muito valiosas para enfrentar essas situações. Aproveite!


Chega de caretice na escola!

Sou simplesmente uma mãe, leiga em métodos para educação formal, mas que como qualquer um de nós teve experiência nos bancos escolares. Acredito que culpar o desinteresse das crianças face ao aprendizado é prematuro, pois muito deixa a desejar o sistema de ensino vigente nas escolas públicas. Não se aceita mais a criança ficar sentada em bancos escolares ouvindo uma aula expositiva somente. Que tal, ao ensinar matemática, sair a campo e fazê-lo de forma mais prática? O mundo nos oferece muitas informações, é bem melhor aprender praticando... E quanto ao estudante noturno, que depois de um dia estafante de trabalho é obrigado a sentar e ficar ouvindo o professor discorrer sobre teorias? Dá até sono, fala sério! Quanto à informática, é preciso pensar em como aproveitar esta tecnologia de forma criativa para não cair no uso com jogos de paciência, ou seja, usando-a de forma nada criativa. Na verdade, falamos muito em criatividade, mas nós mesmos não estamos nos valendo dela. Pensem nisso!

Lucy Soares Chaves, Santos ? SP



Entrando para o mundo das letrinhas

Tenho uma sugestão para estimular a leitura. Na escola, as crianças deverão levar um livro e montar uma biblioteca comunitária. Uma vez por semana levarão um livro para casa e, se não souberem ler, pedirão aos pais que façam a primeira leitura. Isso, além de estimular a leitura, também faz com que a criança aprenda a cuidar do que não é seu. Ah! Se os pais não puderem ler, a criança pode ver as figuras e inventar a história.

Andréa, São Paulo ? SP


Sem mentiras!

Nunca minta para a criança dizendo que vai voltar rápido, ou que vai comprar bala ou outra guloseima. Se vai trabalhar ou vai para casa, fale. E mostre no relógio o horário em que irá retornar para pegá-la. É importante que você confie na escola para que a criança confie. É importante que ela confie em você para permanecer na escola.

Andréia, Dourados ? MS


Educação financeira

Na minha opinião, passamos por vários problemas com os filhos, porque não temos escolas adaptadas para uma boa educação financeira desde cedo. Muitos pais tentam educar seus filhos em casa, mas a contaminação de diversos tipos de educação quando vão para a escola, é infalível. Isto gera revolta, ansiedades, complexos e vários sentimentos negativos. Tendo como finalidade a educação, todas as escolas deveriam ter este tipo de orientação. A matemática deveria apontar noções de orçamento e isto ajudaria muito aos pais. A informação da situação atual de políticas econômicas do país e quais as alternativas para se vencer também é muito importante. Só assim teremos famílias mais felizes, e quem sabe até filhos orientando os pais com relação a dinheiro, e exigindo menos por compreender a situação financeira do momento.

Zita Maria Dias Vasconcelos de Almeida, Muriaé, MG.



Repetência escolar

Em caso de reprovação, uma das saídas, aparentemente simplória, seria mudar seu filho de escola. Colocá-lo em outro colégio e começar verificando possíveis erros cometidos na escola anterior.

José Jarisvan Silva, Fortaleza, CE.


Educação para todos

Acho que o melhor seria se todas as crianças tivessem a mesma educação, tanto as de classe média quanto as de classe baixa. Aqui na zona sul do Rio de Janeiro, os pais colocam seus filhos sempre em escolas públicas. O dinheiro economizado é utilizado para as próprias crianças que podem fazer uma atividade física ou um curso extra, que normalmente é muito mais em conta do que as mensalidades das escolas e são fundamentais para o futuro, como cursos de inglês, de natação e etc. As escolas públicas dão a educação talvez não tão qualificada, mas com certeza indispensável à vida dos alunos que aprendem valores. Alguns amigos vão para escola somente para comer, e ainda sim conseguem se esforçar e serem os melhores da classe. Tudo isso é muito importante para o caráter do ser humano.

Simone Pimenta, Rio de Janeiro, RJ.


Particular ou pública?

Meu filho estudava numa escola municipal, ele é daquelas crianças que tem um pouco de dificuldade de aprender e se enturmar na escola, só que ele iniciou os estudos e nada mudava! Não recebia a atenção que criança com dificuldade teria que ter, então, passou da primeira série para a segunda sem aprender quase nada, e ia passar para a terceira dessa forma, pois não são aplicadas provas, nem testes de conhecimento para avaliar o aluno. Então, coloquei-o numa escola paga. Gente, ele mudou tanto, que eu até me admirei! Tem mais facilidade de fazer amigos, lê tudo direitinho, olha, melhorou muito. Por ele, estamos fazendo um pouco de sacrifício, mas esse valeu a pena!

Rosani Silva Lopes, Curitiba, PR.


Boa idéia!

Para desenvolver a capacidade de reflexão de minha filha, que tem 4 anos, troco os conceitos "isso é certo" ou "isso é errado" por "isso é uma boa idéia" ou "isso não é uma boa idéia". A diferença é que, quando você diz à criança que algo é certo ou errado, você a está colocando em posição passiva, onde as outras pessoas vão dizer a ela o que é certo ou errado. O conceito de ser ou não uma boa idéia leva a criança a refletir sobre o que está fazendo ou acontecendo e daí, comparando com valores morais e práticos que possui, concluir se a situação ou ação é ou não uma boa idéia. Tem funcionado e ajudado minha filha a ter uma postura crítica em relação às atitudes e manifestações de seus colegas e adultos que a cercam. Entendo ser importante desenvolver nas crianças o conceito de que muitas coisas, como as que ela vê na televisão, ou o que os amigos e adultos dizem etc., podem e devem passar por uma avaliação e ponderação quanto à aplicabilidade prática e valores morais. É fundamental desenvolver nas crianças autonomia para saberem separar o joio do trigo quando crescerem. Sem essa capacidade elas se tornarão presas fáceis das más influências.

Carlos Alexandre, Rio de Janeiro, RJ.


Poliglota desde pequeno

Sou de Belém, meu marido é holandês e nosso filho é inglês. Apesar de só ter 2 anos e meio, ele entende as três línguas perfeitamente. Moramos na Inglaterra e devido à convivência diária com a língua inglesa, nosso filho optou por falar inglês com mais freqüência. Juntos, só conversamos em português e com o pai dele só em holandês. É importante manter uma referência e nunca misturar as línguas. Se estivermos acompanhados, basta traduzir o que foi dito para a pessoa presente. Isso acontece desde quando ele nasceu. Compramos livros, vídeos e CDs nas três línguas e isso ajuda bastante. Ele é capaz de cantar a mesma música nas três línguas numa boa. Pra evitar confusão, só compro em português o que for brasileiro, por exemplo: a Xuxa, a Turma da Mônica, o Sítio do Pica-Pau, etc. Em inglês, os filmes da Disney e os demais que temos por aqui, e em holandês o que é original da Holanda. Queremos garantir que ele conheça um pouco de cada cultura sem fazer confusão. Claro que, com mais de duas línguas para aprender, demora mais pra criança começar a falar, mas depois que ela solta a língua... Arrisquei entrar com as três de uma vez e não me arrependo. Vale lembrar que é preciso muita paciência e determinação dos pais. Quando nosso filho mistura as palavras, procuro sempre corrigir o erro, um dia ele aprende. É complicado, mas vale a pena!

Leila Ferreira, Inglaterra.


Abecedário à Internet

Moro numa fazenda, longe de cidade e escolas. Meu menino de 4 anos aprendeu o alfabeto e começou a escrever suas primeiras palavras no site www.angela-lago.com.br/ABCD.html, que quero recomendar a todas as mães e professoras.

Maria Clara - Catas Altas, MG


O saudável hábito da leitura

Devemos introduzir a leitura na vida de nossos filhos desde pequenininhos. Tenho uma menina de 2 anos e 4 meses que adora livrinhos de história. Não pode ver um livro na frente que já pede logo "mamãe, conta historinha". Leio para ela desde um ano. No inicio precisava mostrar sempre as figuras e contar quase nada do que estava escrito. Hoje é ela quem pega os livros e traz para mim. Às vezes nem precisa olhar os desenhos, fica só ouvindo e acaba dormindo. A dica é comprar livros divertidos, com muita cor, figuras fáceis e leitura simples. Valem também as histórias contadas em CD e acompanhadas pelo livro. Nesse caso é maravilhoso, porque em cada história tem uma musica para acompanhar.O importante mesmo é fazer com que nossos filhos gostem da leitura.

Elaine Fonseca Barbosa - Salvador, BA


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