Quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Página inicial do clicfilhos.com.br
    

Super mãe!

Por Carla Oliveira *


Está difícil conciliar a carreira profissional e os cuidados com os filhos? Existem pequenas manobras que podem te ajudar - e muito! Veja aqui dicas de mães que aprenderam a lidar com essa situação!

Trabalhar fora de casa é uma conquista relativamente recente das mulheres. Ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e ainda ter sua competência reconhecida é motivo de orgulho para todas. Mas, partir para o mercado de trabalho também significa passar menos tempo ao lado dos filhos. "Quem irá levá-los ao médico? Como achar tempo para ir à apresentação da escola? E se eu tiver que viajar?"


Dúvidas como essas tiram o sono de muitas mães. É claro que não é fácil trabalhar e cuidar dos filhos, principalmente quando eles ainda são pequenos, mas não há nada que uma dose extra de dedicação e organização não resolva!

Escola, marido, mãe... todos ajudam!

Suzan Menasce Goldman, médica radiologista em São Paulo, trabalha de segunda a sexta em uma clínica e ainda dá aulas na Escola Paulista de Medicina. Como tem uma rotina muito corrida, decidiu matricular seu filho Gustavo, de 6 anos, numa escolinha em período integral. "Lá, ele faz inglês, esportes, oficina de artes e ainda o levam às aulas de natação e a passeios culturais, como a Bienal. Ele também almoça na escola, o cardápio é nutritivo e balanceado. Todo dia, saio para trabalhar tranqüila, pois tenho certeza de que essa é a melhor opção para ele", afirma.


Suzan leva e busca o filho na escola duas vezes por semana. Nos outros dias, dividem essa tarefa o marido, sua mãe e a perua escolar. À noite, ela faz questão de ficar perto de Gustavo. Conversa, brinca, lê histórias, acompanha a lição de casa e, quando vai fazer academia, leva o pequeno junto. Nos fins-de-semana, todos os programas incluem o menino. "Ele não se sente excluído da minha rotina e nem sofre porque eu trabalho demais. O importante é a qualidade do tempo que passamos juntos", garante.


Apesar de estar segura com sua decisão, Suzan já teve muitas dúvidas. Certa vez, perguntou à diretora da escola de Gustavo se ela achava que seu filho sentia falta da mãe. "A diretora me disse que ele é uma criança extremamente feliz e que não tem problema nenhum".

Não faltam opções

Shirley Sacerdote é outra mãe que buscou uma ótima solução para os momentos em que não pode estar ao lado dos filhos Andréa, 7, e Marcelo, 5. Ela contratou uma baby-sitter "diferenciada". Sua primeira experiência com uma profissional deste tipo foi quando sua filha tinha dois meses. "Ela era psicóloga e anotava tudo o que a Andréa tinha comido, quanto tempo tinha dormido, e etc. Isso me deixava mais segura", explica.


Hoje, Shirley, que é professora de cultura judaica, voltou a contratar os serviços de uma baby-sitter nos dias em que precisa chegar mais tarde em casa ou dar cursos à noite. Desta vez, a baby-sitter é uma pedagoga, que faz atividades com seus filhos, como pintar, desenhar, ler histórias e brincar. "É ótimo porque eles adoram e não perdem tempo vendo televisão", comemora Shirley.


Como Shirley não trabalha no período da manhã, a não ser às segundas-feiras, aproveita para ficar perto dos pequenos e levá-los ao médico ou ao dentista quando necessário. "Sempre que possível, marco atividades em horários nos quais eu possa acompanhá-los. Sei que é importante para eles e, para mim, é um prazer", conta.


Já Fátima Rodrigues, manicure, trabalha o dia inteiro em um salão de beleza e precisa se desdobrar mais ainda para poder acompanhar os filhos, Jorge Luís, 8 e Andréa, 22. "Se for preciso levar meu filho ao médico ou ir a alguma reunião da escola, eu peço para o meu chefe. Como trabalho lá há mais de 20 anos e não costumo faltar sem necessidade, não há problema algum".


O marido de Fátima está desempregado, e é ele quem leva o Jorge Luís à escola, à natação e ao judô. E ainda comparece às reuniões de pais e professores. "Hoje em dia os homens estão assumindo mais as tarefas em casa e com os filhos. Meu marido até cozinha. E muito bem!". Quando seu marido ainda trabalhava, Jorge Luís estudava em período integral.

Você também consegue!

Já Luiza Levy, mãe de Gabriel, 7, e Daniela, 5 tem a vantagem de ser uma profissional liberal. Como é dentista e tem seu próprio consultório, ela deixa de marcar consultas em horários nos quais precisa estar perto dos filhos. Todos os dias, às 15 horas, ela vai buscar os pequenos na escola - eles estudam em tempo integral - e passa o resto do dia com eles.


"É claro que atrapalha um pouco a vida profissional, mas vale a pena. E quando eles crescerem um pouco mais, vou poder voltar a atender meus pacientes até mais tarde", conta. Luiza dá uma dica valiosa: "É fundamental manter uma rotina com as crianças, chegar do trabalho sempre no horário certo e, mesmo estando cansada ou preocupada, fazer tudo o que você e seus filhos costumam fazer todo os dias: jantar juntos, dar banho, brincar. Isso dá segurança aos pequenos e mantém a qualidade do relacionamento com eles".


Viu como é possível conciliar? É claro que você vai precisar da ajuda dos avós, de escola ou até de babás, mas sem esquecer que o papel mais importante é o dos pais. Redobrar o carinho com os filhos, ser atenciosa e não levar trabalho para casa é fundamental para as mães que trabalham fora e só vêem seus filhotes no final do dia. E deixe o sentimento de culpa de lado, pois é muito mais importante a qualidade do que a quantidade de tempo que vocês passam juntos. Se mulheres com Shirley, Fátima, Suzan e Luiza conseguem, por que você não conseguiria?


Comentário:    
       

Matérias relacionadas

   
Problemas todos temos 11/07/2002 às 14:11:00

Dificuldades em casa: ansiedade, medo, vergonha de partilhar? Quando e por que abrir o jogo na escola?

   
Dicas para proteger seus filhos 26/03/2003 às 13:21:00

Principalmente as grandes cidades oferecem uma série de riscos para nossos filhos. Veja aqui dicas para protegê-los contra alguns problemas, como assalto e seqüestro.

   
Abuso sexual contra crianças 14/08/2004 às 14:27:00

Na grande maioria dos casos de abuso sexual contra crianças, o agressor é um parente ou conhecido da família. O que fazer para evitar essa ameaça que parece tão próxima?

   
Bullying, violência na escola 01/08/2004 às 11:19:00

Humilhação, intimidação, ameaça. Diariamente, estudantes de todas as idades são vítimas desse tipo de violência moral na escola. Os agressores são seus próprios colegas. Como lidar com essa situação?

   
Sem pressa para sair de casa 19/07/2003 às 10:49:00

Hoje em dia, é comum que filhos continuem morando com os pais, mesmo depois de adultos. É a chamada "geração canguru"!