Quarta-feira, 26 de julho de 2017
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MÉTODOS DE ENSINO


Estas são dúvidas de usuários respondidas por Norma Leite Brandão, da equipe de educadoras da VERCRESCER Assessoria Educacional.

Tenho uma dúvida quanto ao método aplicado pelas escolas no que diz respeito a provas. As provas devem ser semanais, quinzenais, mensais ou bimestrais? Eu soube que há uma escola que promove avaliação semanalmente para os alunos da 5ª série ao 3º colegial. Isso é correto? Essa freqüência de avaliação não pode causar um estresse nos alunos? Qual a orientação do MEC?


A avaliação continua sendo um nó nas escolas, muitas estão buscando a melhor forma. Há quem faça uma prova por período (bimestre ou trimestre) e há escolas que a fazem em intervalos quinzenais, semanais ou mensais. Entretanto é importante esclarecer que avaliar um aluno é bem mais que aplicar provas. É verificar o que ele está efetivamente aprendendo e quais são suas dificuldades e deficiências, pois assim o professor poderá, posteriormente, propor atividades e trabalhos que possam ajudá-lo a superar essas falhas. Para isso não é necessário fazer provas, apenas, existem outras formas de avaliar: redações, trabalhos em dupla ou trio, exercícios, verificações com consulta ou, até mesmo, dramatizações. Pensando dessa forma, aumentar o número de atividades que sejam avaliadas pode ajudar o aluno a evoluir no aprendizado. Assim como oferecendo mais oportunidades, este aluno terá ampliadas suas chances de alcançar melhores resultados, além de ser condicionado a se dedicar todos os dias e não só nas vésperas das provas.


Muitas vezes o que ocorre nas escolas é que se cria um clima de terror, durante e antes das provas, o que pode, com certeza, estressar os alunos, além de reforçar o conceito errôneo de que para aprender e acompanhar as matérias é suficiente estudar para as provas.

Já me preocupo com o futuro educacional da minha filha, apesar dela ter apenas um ano. Gostaria de saber sobre o conteúdo e as diretrizes de cada um dos métodos (Piaget, Montessori, Waldorf etc.) e o tratamento que o aluno recebe nas escolas que os adotam.


As escolas passam, no momento, por profundas alterações em suas propostas, baseadas em diferentes concepções de aprendizagem difundidas ao longo do século XX. Muitas delas mesclam diferentes metodologias, na tentativa de realizar uma mudança menos traumática. De qualquer forma, é importante que as famílias se situem diante de algumas das principais concepções pedagógicas para que compreendam, um pouco melhor, o que é oferecido dentro das instituições. Só assim poderão fazer perguntas e optar de acordo com as suas crenças e filosofia.


As escolas tradicionais possuem um modelo pedagógico mais consolidado e, muitas vezes, trabalham com professores mais experientes. No entanto, podem levar mais tempo para incorporar inovações pedagógicas. As escolas modernas têm um entusiasmo natural. Seus profissionais trabalham com motivação e estão mais abertos ao debate. São mais críticos e estão sempre revendo sua prática. Há escolas que possuem rótulos modernos, mas nem por isso têm uma proposta coerente com o que veiculam. O que revela a linha de uma equipe é seu trabalho diário e não a teoria impressa num plano de ensino, num folheto ou o discurso em reunião de pais.


Deixo uma sugestão: leia no Clicfilhos o artigo "Tradicional ou moderno? Você decide!" (entre no canal de EDUCAÇÃO e selecione o tópico ESCOLHA). Lá há a explicação de algumas linhas pedagógicas adotadas nas escolas. O mais importante é que os pais estejam sintonizados com a filosofia da escola escolhida, acreditando no que é proposto e levando em conta o perfil de seu filho. Não há uma receita pronta, um guia sobre as melhores propostas ou melhores instituições.


Finalizando, não se esqueça: o mundo mudou e hoje espera-se que sua filha seja preparada para a criticidade, para o trabalho em equipe, para a flexibilidade e a autonomia. O mundo pede homens e mulheres que saibam lidar com a informação e com os desafios. Mais do que simplesmente optar por um ou outro sistema educacional, vale a pena analisá-los sob essa ótica. Afinal, faz parte da missão da escola preparar indivíduos capazes de sobreviver criativamente num mundo em permanente mudança, um mundo que exigirá deles algo mais do que seguir padrões...



O método tradicional ainda é um bom método de ensino? No caso, meu filho tem 5 anos e está indo para uma pré-escola que segue este sistema.


Diante dos últimos vinte anos de pesquisa na área pedagógica, verificou-se que o método tradicional desconsidera questões básicas para o aprendizado infantil: inibe a produção oral e escrita espontânea, não leva em conta o que a criança já construiu (suas hipóteses sobre determinados assuntos) e, muitas vezes, não trabalha com a realidade próxima do aluno. Apresenta um enorme volume de informações, sem torná-las significativas. As crianças têm um papel mais passivo. Recebem o conteúdo, decoram e não há reflexão. Essas são apenas algumas questões que, associadas ao que o mundo irá exigir dos futuros profissionais (criatividade, jogo de cintura, pensamento crítico), tornam o ensino tradicional "fechado". Não é por acaso que as escolas encontram-se, já há algum tempo, em profundas mudanças. Mesmo porque as crianças e adolescentes não "cabem" mais no modelo tradicional. Têm acesso a um volume enorme de informações e questionam uma série de coisas.

Algumas instituições já alteraram profundamente sua metodologia de trabalho.Outras (a grande maioria) estão em mudança. Seria interessante que você lesse um artigo no Clicfilhos denominado "Tradicional ou Moderno? Você decide!" (entre no canal de EDUCAÇÃO e selecione o tópico ESCOLHA) Lá, você encontrará mais informações sobre essa questão.


Qual a idade ideal para uma criança pequena, que está acostumada com um colégio pequeno, ir para os grandes colégios?


Aqui vai uma opinião muito particular, pois não há um consenso quanto a isso. Acredito ser muito difícil para uma escola de grande porte, nessa faixa etária, manter o mesmo padrão de atendimento e qualidade de uma escola menor. Por isso, sempre aconselho os pais a buscarem uma boa escola de educação infantil até os seis anos. E que façam essa passagem para escolas maiores só na primeira série do ensino fundamental.



O que seria uma boa escola de ensino fundamental?



Escolher uma escola, atualmente, não é mesmo muito fácil. As inquietações são muitas porque o mundo mudou muito e os pais possuem diferentes opções. Ao mesmo tempo, as escolas se comunicam mal com as famílias, não esclarecendo seu projeto pedagógico. Dizer a você o que seria uma boa escola de ensino fundamental pode não ser um bom caminho. Cada criança é uma criança e cada família tem suas crenças. O que pode funcionar para alguns, é desastroso para outros.


De qualquer forma, algumas coisas básicas precisam ser observadas ao fazer sua escolha:

1) Os valores e crenças da família (a escola escolhida precisa ter os mesmos valores básicos).

2) As características de seu filho.

3) Um mundo em constante transformação e que exige uma metodologia escolar que leve o aluno a pensar, a refletir e não a memorizar ou repetir conteúdos vazios de significado.(Essa ainda é uma questão não totalmente resolvida, mas as instituições sérias já buscam caminhos nesse sentido).


Talvez fosse interessante que você lesse no Clicfilhos duas matérias chamadas "Meu filho já tem seis anos..." e "Tradicional ou moderno? Você decide!? (entre no canal de EDUCAÇÃO e selecione o tópico ESCOLHA). Nesses artigos, alguns itens são levantados para que os pais possam fazer uma escolha mais consciente e dentro de padrões mais atuais. Finalizando, mais importante do que ser religiosa, tradicional ou moderna, a escola precisa ter um trabalho sério e consistente. Investir em seus profissionais e ter uma relação de parceria com as famílias parece ser fundamental.


Minha filha cursa a 1ª série na escola Anglo, em que o método adotado é o construtivismo mesclado com tradicional, apostilado. Ela chega com tarefas para casa todos os dias, sem exceção, e muitas vezes erra nas provas por distração. Ela é inteligente, mas percebo que sua auto-estima está baixa. Tento incentivá-la quando faz as coisas certas, mas acho que não está sendo o suficiente. O que fazer para estimulá-la nas tarefas de casa?


A tônica de sua mensagem parece ser a pergunta: será que esse construtivismo veio ajudar ou atrapalhar? Os pais têm muitas questões sobre as profundas alterações por que passam as escolas hoje em dia. E com razão. Elas ainda se comunicam muito mal com as famílias, não é verdade? Mas ao que acontece, é que essa proposta educacional surgiu para ajudar os alunos, para torná-los mais autônomos e críticos diante do mundo.

Porém as famílias verificam o oposto: as crianças estão mais dependentes, os pais se vêem às voltas com trabalhos escolares... Isso se justifica por vários fatores: esse é um mundo em que elas são criadas com mais cautelas, até mesmo por inseguranças das famílias. Isso gera superproteção. Além disso, a maioria das mães trabalha fora, o que provoca, muitas vezes, culpa e o desejo de suprir a ausência com uma atuação mais incisiva e controladora. Parece que os pais vivem, hoje um dilema para achar o que equilíbrio.

É normal que nessa idade ela ainda cometa erros, até mesmo por distração. O preocupante é a questão da auto-estima. Seu caminho incentivando-a nos acertos é profundamente saudável. Ela precisa sentir o que já conquistou, sempre. O que parece estar fora do eixo é volume de trabalhos que ela tem em casa. Nessa faixa de idade, não é o esperado.

Você pergunta como estimulá-la nas lições de casa. Já está fazendo o principal, que é enxergar o positivo. Procure não desgastar seu papel de mãe com alguns embates, quando perceber que as coisas não estão funcionando. Há uma parte nossa e outra da escola. Fazer pelos filhos não significa ajudá-los, muito pelo contrário. Quando perceber que existem lições que causam mais tortura do aprendizado, reporte-se à escola. Ninguém melhor do que os professores para orientá-la nesses momentos. Há crianças que precisam, às vezes, diminuir o conteúdo para cumpri-lo de forma eficaz. Ainda que seja por um período temporário.


Minha filha estuda em uma escola tradicional do Rio de Janeiro. Ela tem oito anos e está na 2ª série. Acho a escola muito "puxada", com muitas provas, deveres e percebo que as notas dela estão diminuindo. Mas, quando penso em trocar para uma mais liberal, fico com receio, pois a escola é superconceituada onde vivemos. O que fazer?


A característica das escolas tradicionais é essa mesma: volume de matéria e avaliações constantes. Se são escolas conceituadas? Muitas delas são mesmo. São reconhecidas como "escolas fortes". Mas é preciso que se diga, são fortes do ponto de volume de informações. Há a necessidade de saber como as crianças apreendem esse volume e quanto dele é realmente transformado em conhecimento significativo. Ela gosta das aulas? Sente-se motivada? Traz os assuntos discutidos para casa? Ou só estuda preocupada com a prova? Há crianças que caminham bem em escolas com esse perfil, outras não. Há escolas mais liberais que trabalham de forma muito séria com o conteúdo e que, muitas vezes, conseguem respostas mais positivas das crianças do que as tradicionais. Não deixam de ser "escolas fortes". No entanto, buscam perceber como a criança pensa, preocupam-se com o desenvolvimento do raciocínio lógico, não esperam que os alunos "decorem", mas que compreendam o que fazem.

O que será melhor para sua filha, só você poderá dizer. Analise o perfil da família e o de sua filha. Não adianta mudá-la de escola, se vocês não acreditarem na proposta pedagógica. Deixo uma sugestão: leia no Clicfilhos o artigo "Tradicional ou Moderno? Você decide!" (entre no canal de EDUCAÇÃO e selecione o tópico ESCOLHA). Lá há a explicação de algumas linhas pedagógicas adotadas nas escolas. Talvez isso possa ajudá-la.


Tenho um filho de 9 anos que estuda em um colégio tradicional. Meu outro filho, de 5 anos, é mais rebelde e voluntarioso. Que tipo de educação lhe cairia melhor? Se colocá-lo em um colégio oposto ao do irmão, criarei um conflito em casa?


Os filhos são diferentes mesmo e exigem, muitas vezes, de nós, que pensemos em caminhos diferenciados. Importante que você enxergue isso. Muitos pais não conseguem, sabia? Escolher uma escola, atualmente, não é mesmo muito fácil. As inquietações são muitas porque o mundo mudou muito. E os pais têm diferentes opções. Ao mesmo tempo, as escolas se comunicam muito mal com as famílias, não esclarecendo seu projeto pedagógico. Dizer a você qual seria a melhor escola para seu filho pode não ser um bom caminho. Cada criança é uma criança e cada família tem suas crenças. O que pode funcionar para alguns, é desastroso para outros.


Se você estiver sempre próxima a eles e esclarecer suas inquietações, não há razões para grandes problemas em casa por conta da opção. E, mesmo que algum conflito surja, eles é que dão sabor à nossa vida e nos ajudam a encontrar caminhos, não é? Talvez conflitos maiores acontecessem se você estivesse buscando uma mesma escola para os dois, tendo personalidades tão diferentes, não é verdade? O importante é escolher uma instituição com um trabalho sério e consistente, que invista em seus profissionais e em uma relação de parceria com as famílias.


Minha filha reclama da escola e quer mudar para outra que valorize os concursos vestibulares. Ela está com 16 anos e cursa o segundo ano do Ensino Médio. Essas escolas geralmente massificam o ensino de macetes em detrimento do real entendimento da matéria? Como definir esta mudança? Na escola atual pelo menos ela tem o ensino voltado para uma formação geral e humana.


Compreendo a preocupação de sua filha mais velha com o vestibular. O mundo está cada vez mais competitivo e, quando vai se aproximando o final do ano, os jovens ficam mais angustiados com essas questões. Mas você tocou em dois pontos fundamentais: o massacre das escolas voltadas para os vestibulares e a importância de uma educação voltada para a formação geral e humana. O que escolher? Eu, seguramente, escolheria a segunda opção. Escolha não só pessoal, mas diante do que o mundo exigirá deles: visão maior, abrangente. Pode ser que, numa escola assim, alguns jovens precisem de um tempo a mais de preparação para o vestibular. Mas eles não deveriam estar com tanta pressa, pois talvez estejam imaturos para as escolhas. Há inúmeros casos de desistência de cursos de jovens que tiraram as primeiras colocações em vestibulares. Realmente, essa correria para a escolha da profissão parece-me, a cada dia, mais precipitada.


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