Quinta-feira, 16 de julho de 2020
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Estas são dúvidas de usuários respondidas por Norma Leite Brandão, pedagoga e educadora.

Minha filha era pequena quando meu casamento fracassou e a separação foi turbulenta. Receio que os fatos causaram algum dano psicológico nela. Qual a idade apropriada para matriculá-la numa escola (ela tem 2 anos e dois meses)? Será necessário algum acompanhamento psicológico? Existe escola especializada em crianças de pais separados ou algum estudo cientifico do convívio na escola de crianças de pais separados e de não separados?


A realidade que sua filha enfrenta hoje é a realidade de grande parte das crianças nas escolas, sabia? As famílias estão constituídas de uma outra forma mesmo...e as crianças parecem estar lidando com essa nova realidade melhor do que os adultos.

Desconheço a existência de escolas dirigidas a esse público. Mas, ainda que houvesse, eu não aconselharia. As crianças precisam aprender a conviver com a diversidade, até para aceitarem sua realidade. Hoje as escolas, de maneira geral, estão todas aprendendo a lidar com essa questão.

Em relação aos danos psicológicos causados pela separação, só o tempo dirá. Há crianças que não precisam de nenhum tipo de terapia em função da separação. Outras, sim. Parece-me ainda cedo para pensar nisso. Talvez você tenha que vê-la crescer mais um pouco, perceber seu desenvolvimento...

Ela parece estar numa excelente idade para entrar na escola. Já está mais independente, começa a elaborar frases, um ótimo momento para ter contato com outras crianças e, com elas, crescer. Ela vai lhe fazer perguntas sobre sua condição? Vai. Irá comparar-se aos outros colegas? Sim, irá. Mas o segredo de tudo está dentro de você, na forma de lidar com as questões trazidas. Há várias crianças que vivem uma situação familiar aparentemente estável, mas que sofrem terrivelmente com a situação dos pais. Também há outras que, por terem os pais resolvido suas questões no tempo certo, encontram caminhos saudáveis de desenvolvimento, mesmo com a separação. Muito está na forma como nós, adultos, lidamos com o episódio. Culpas? Todos temos, não é verdade? O mais importante é seu amor e seu respeito por sua filha. A vontade de acertar e buscar caminhos. Quando os filhos sentem isso em nós, não importa o que tenha acontecido.


Meu filho está na creche por meio período e eu já estava procurando uma escola para matriculá-lo. Só que eu e meu marido resolvemos nos separar. Como estão acontecendo tantas mudanças difíceis em sua vida e ele tem apenas quatro anos, este seria o momento ideal para mudá-lo de escola? O que é mais importante, a educação ou o lado psicológico?


Você tem toda a razão ao questionar o momento de mudança. Uma separação, por melhor que seja encaminhada pelos pais, significa rupturas, alterações e pode provocar inseguranças. Nesse momento, você e seu filho já vivem série de questões novas. Se ele estiver bem em seu relacionamento na atual escola, procure privilegiar esse aspecto. Você, ao menos, não lidará, nesse momento, com questões de adaptação e medos. Ele ainda é novo e você terá tempo suficiente para pensar em mudanças. O importante nesse instante é que você lhe dê um tempo para que tudo se acalme e entre nos eixos.


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