Sábado, 24 de junho de 2017
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Suplementos nutricionais na gestação

Por Flavia Schwartzman *


Ácido fólico, ferro, cálcio: esses são componentes indispensáveis para uma gravidez saudável, para a mãe e o bebê.

Durante a gestação há um aumento das necessidades nutricionais da mulher, para a formação dos componentes da gestação, para o crescimento do feto e para formar as reservas que serão utilizadas, pela mãe e pelo bebê, durante todo este período e a lactação.


O ideal é que a gestante aumente a ingestão de nutrientes por meio de uma alimentação saudável e balanceada. Apesar de ser possível receber quase todos os nutrientes necessários através de um cardápio variado e rico em alimentos nutritivos, a maioria dos profissionais recomenda a utilização de suplementos, especialmente de ácido fólico e ferro, como uma forma de precaução contra possíveis deficiências que podem ocorrer durante este período, afetando tanto a mãe como o bebê. Por isso converse com seu médico para saber qual a conduta apropriada para você.

Ácido fólico, fundamental contra mal formações

O ácido fólico é uma vitamina que atua na produção sangüínea e na produção das células, atividades que se intensificam neste período, e é fundamental para a formação do sistema nervoso do feto. A deficiência de ácido fólico está relacionada a um tipo de anemia, chamada anemia megaloblástica e a mal formações no bebê, como anencefalia e espina bífida.


A gestante necessita de 600 microgramas por dia, 200 microgramas a mais do que a mulher não grávida. Recomenda-se a suplementação, para garantir uma adequada ingestão e prevenir a ocorrência de mal formações. Deve-se tomar o suplemento de ácido fólico um mês antes de engravidar e nos dois primeiros meses de gestação, pois o tubo neural se fecha na quarta semana. Converse com seu médico ou nutricionista para saber a quantidade que você deve utilizar. Mesmo com a suplementação, lembre-se de continuar consumindo alimentos ricos em ácido fólico: vegetais de folhas verdes, como espinafre e brócolis, fígado, suco de laranja, alimentos integrais e legumes.

Ferro previne uma possível anemia

O ferro faz parte da hemoglobina, substância dos glóbulos vermelhos responsável por transportar oxigênio para todo o corpo. Durante a gestação, 30 mg de ferro são necessários para a produção de mais hemoglobina para a mãe e para o feto. Se necessário, o feto recorrerá às reservas da mãe. Além disso, a gestante também perderá sangue na hora do parto. Tudo isso pode predispor a gestante à deficiência desse elemento, o que pode levar à anemia e a complicações no parto. Portanto, recomenda-se suplementação de ferro durante o 2° e 3° trimestre.


Mais uma vez, lembre-se de que os suplementos não devem nunca substituir os alimentos. Por isso, inclua na sua dieta, todos os dias, alimentos ricos em ferro: carnes, aves, peixes e fígado, que possuem um tipo de ferro que é muito bem absorvido. Já as leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico e as verduras de folha verde escuras, como espinafre e couve contém um ferro de absorção mais difícil. Consuma junto alimentos ricos em vitamina C, como frutas e sucos de laranja, limão, goiaba, acerola, caju, para ajudar a absorção do ferro de origem vegetal,


Algumas vezes, o suplemento de ferro pode causar ou piorar a constipação, que é bastante comum na gravidez, devido à ação dos hormônios e também pela compressão do intestino pelo feto, que está cada vez maior. Por isso, lembre-se de comer diariamente alimentos ricos em fibras, como frutas e legumes (principalmente crus), aveia e outros cereais integrais e tome muito líquido. A quantidade recomendada é de 8 copos ou mais por dia, o equivalente a 2 litros. Manter-se ativa e praticar atividade física também é ótimo para estimular o bom funcionamento do intestino.

Ossos e dentes precisam de cálcio

O cálcio é outro mineral extremamente importante, pois está envolvido na formação dos ossos e dentes do bebê. A ingestão diária de cálcio recomendada para as gestantes maiores de 18 anos é de 1.000 mg, o equivalente a 3 copos de 250 ml. de leite (integral ou desnatado). Para grávidas menores de 18 anos, a recomendação é de 1.300 mg. Certifique-se de que alimentos ricos em cálcio façam parte de sua alimentação diária: leite e derivados, vegetais como couve, agrião, mostarda e brócolis, sardinha em lata, alguns tipos de feijão, produtos à base de soja, como tofu, e alimentos fortificados. A suplementação de cálcio só é recomendada quando a ingestão de alimentos não for suficiente.


Outros suplementos podem ser necessários se a gestante não estiver conseguindo ingerir as quantidades necessárias por meio da alimentação. Outras situações em que podem ser necessárias a suplementação são: gestantes vegetarianas, as que carregam gêmeos e as fumantes. Se você tiver dúvidas quanto à sua alimentação ou se encaixar em uma destas situações, converse com seu médico ou nutricionista.


Mas lembre-se de que mais não é necessariamente melhor. Por isso, evite tomar suplementos em excesso, que podem ser prejudiciais para você e seu bebê.


* Flavia Schwartzman é nutricionista, formada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com especialização em Nutrição Materno-Infantil, Mestre em Nutrição pela Escola Paulista de Medicina.


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