Segunda-feira, 24 de abril de 2017
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Que tipo de pai é você


Você é liberal, rígido, ansioso? Descubra seu perfil e analise suas atitudes com seus filhos.

Enquanto os bebês ainda estão quentinhos e confortáveis, lá dento da barriga, os futuros papais começam a planejar a forma como irão lidar com eles. As intenções são sempre as melhores, é claro, mas na prática as teorias nem sempre funcionam. Se vocês estão nessa fase, a de "planejamento", fiquem espertos e aprendam a primeira lição: consenso entre os pais e coerência com seus valores são fatores básicos para uma boa educação.

Profissional, um escravo do manual


Muitos casais consideram a paternidade uma profissão, onde cada indivíduo sente-se capaz de progredir até se tornar um expert. Eles acreditam que a vida gira em torno dos filhos e de como educá-los da forma mais perfeita. É claro que orientar com competência é o objetivo de qualquer pai, mas o que diferencia os "pais profissionais" é a maneira metódica, quase acadêmica, como conduzem a educação das crianças.


Estão sempre prontos a recitar fórmulas e dar conselhos a outros pais, que nem sempre estão dispostos a ouvi-los, simplesmente porque discordam dessas certezas absolutas. Esse tipo de pai é um manual ambulante e está sempre preocupado em agir de "forma exemplar". Não é muito popular entre os que têm um estilo mais tranqüilo, nem tampouco com suas crianças que, por mais que apreciem tamanha dedicação, podem sentir-se excessivamente manipuladas.

Moderninhos podem gerar monstrinhos


No outro extremo da escala ficam os pais progressistas, para quem não há regras ou cartilha a seguir. Esses pais acreditam que qualquer comportamento é aceitável na busca pela felicidade de seus filhos.


Isso parece ótimo, mas, em casos extremos, o tiro tem grandes chances de sair pela culatra: as crianças crescem indisciplinas, com a idéia de que tudo é permitido e de que não há porque temer as conseqüências.


Os conservadores evitam os tipos moderninhos como se fossem pragas, pois acreditam que eles - e seus filhos! - são péssimas companhias para crianças educadas num modelo mais rígido e controlado.

Engraçado acaba virando um chato


Ter pais bem humorados é delícia pura! Porém, cuidado: há limite para tudo. Aqueles que fazem questão de ser engraçados o tempo todo tornam-se chatos, estressantes! Para eles, divertir seus filhos é tão importante que fazem questão de "grudar" nas crianças até na hora das suas brincadeiras, sem se dar conta de que estão, na verdade, atrapalhando.


Os mais respeitosos quanto à privacidade da garotada enxergam esse indivíduo como uma legítima caricatura do pai "babão" por ter gerado um filho. Ele se transforma facilmente no palhaço da turma, mas perde a credibilidade de todos que estão à sua volta, inclusive do filho.


Se você faz parte desse grupo, tente se controlar - e mudar. Pai engraçado é uma excelente companhia para bebês, mas tem chances de se tornar uma figura ridícula e inconveniente para os adolescentes.

Pai antiquado, um estímulo à rebeldia


Você se lembra, na sua infância, que bastava um olhar de certos pais para que todos ficassem mudos e obedecessem a qualquer ordem sem discutir? Hoje essa pessoa é relembrada com admiração e afeto, não é?


Pais que adotam esse tipo de comportamento deixam claro que desejam o melhor para os seus filhos, mas, são vistos por eles como verdadeiros e enfadonhos ditadores. Afinal, tudo era rotina: hora para dormir, hora para estudar, hora para comer, hora até para brincar!


Uma coisa precisa ser dita: o pai à moda antiga certamente dá ao filho a oportunidade de aprender a ser criativo: "maquinar" para quebrar as regras sem ser descoberto passa a ser o maior objetivo dos pequenos.




Superansioso, superlimpo e supermaçante


Ninguém escolhe ser ansioso, mas quem nunca sucumbiu aos exageros da aflição que atire a primeira pedra! Não é nada agradável viver em constante estado de tensão, aquela que se transforma em pânico ao primeiro sinal de perigo. Entrar na paranóia é fácil; o difícil é controlar os impulsos para sair dela!


Tardes agradáveis num playground transformam-se em cenários de filme de terror, quando o pai é ansioso e fica paralisado quando seu filhote resolve escalar um prosaico "trepa-trepa" ou tem a infeliz idéia de chegar às alturas na cadeirinha do balanço.


Um traço comum entre as pessoas superansiosas é a obsessão por limpeza. Suas crianças nunca podem comer na sala, derrubar refrigerante na camiseta ou andar descalças.


Relaxe! Com esse comportamento você está matando dois coelhos numa cajadada só: consegue irritar outros pais que não vêem motivo para tanta preocupação e contamina seu filho com a sua ansiedade, podendo até causar acidentes com suas interferências no jeito dele se divertir!



Cuca-fresca também tem limites


Nem tanto à terra, nem tanto ao mar! Do pai ansioso ao cuca-fresca há um vasto caminho a percorrer. O casal "desencanado" quer ser visto como supermoderno e popular. Eles gostam, inclusive, do rótulo "cuca-fresca".


São completamente despreocupados com pequenos incidentes. Roupa suja de tinta nunca é motivo para estresse: afinal, máquina de lavar serve para que? Um "tombinho" da bicicleta jamais os tira do sério e se a criança quiser trocar o jantar por um pacote de balas, também não haverá atrito.


Esse jeito de viver a vida pode ser saudável até certo ponto! Se chegar a extremos, seu filho entenderá que a aparente despreocupação significa que vocês estão muito ocupados com outras coisas para perceber que ele existe. Pessoas com esse perfil têm tendência a esquecer compromissos - reunião escolar, festinhas de aniversário dos amigos... enfim, um vexame!


No entanto, tenha uma certeza: seus filhos desenvolverão um grande apetite pela vida, além de uma enorme independência de espírito. Em outras palavras, eles aprenderão a cuidar deles mesmos!


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