Quinta-feira, 22 de junho de 2017
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ESCOLA


Estas são dúvidas de usuários respondidas por Norma Leite Brandão, pedagoga e educadora.

Gostaria de saber se vocês têm conhecimento de alguma escolinha em Santo André que seja de confiança, pois este assunto é de grande interesse para mim. Quando acabar a licença-maternidade, não terei com quem deixar o bebê, e não gostaria de inscrevê-lo em qualquer instituição educacional, pois eu tenho muito receio.


Compreendemos as suas preocupações quanto à escolha do berçário, mas não podemos fazer essa indicação. Primeiro, por desconhecimento das instituições que oferecem esse serviço em Santo André. Além disso, essa é uma escolha pessoal que envolve a sua visita ao maior número possível de berçários com uma cuidadosa observação de diversos aspectos:


Quanto à questão física:


1. Espaços amplos, bem arejados e com iluminação natural

2. Pisos laváveis

3. Móveis, objetos e utensílios bem conservados e devidamente limpos

4. Ausência de objetos e brinquedos que possam representar algum tipo de perigo físico

5. Atenção especial aos berços (lençóis, fronhas) e à cozinha

6. Existência de espaços individuais e coletivos que não ofereçam perigo.


Quanto à rotina:


1. Horários e locais bem estabelecidos de sono e de alimentação (mamadas, sucos, almoço e jantar)

2. Horários previstos e adequados para o banho de sol

3. Freqüência na troca de fraldas e de roupas

4. Cuidados especiais na higiene do corpo e das roupas, não somente na hora do banho, mas no correr do dia

5. Horários definidos e pré-determinados de atividades lúdicas para o desenvolvimento sensório-motor


Quanto aos profissionais e ao atendimento de seu filho:


1. Formação adequada e experiência são fundamentais. Se a pessoa que cuida diretamente de seu filho não tiver a formação de berçarista, há a necessidade de alguém que responda por questões básicas.

2. Número reduzido de crianças por profissional. Três ou quatro crianças por berçarista, não mais do que isso.

3. Esterilização de utensílios e cuidados especiais no preparo da alimentação do bebê.

4. Uso de uma agenda ou caderno para a comunicação diária entre berçário e família com registros dos horários de refeições, temperatura, evacuações, etc.

5. Durante as visitas há um aspecto sensível que exige atenção especial: a afetividade dos profissionais, fator fundamental para o desenvolvimento emocional de seu filho e, claro, para a sua tranqüilidade ao deixar o seu bebê. A mãe precisa se sentir acolhida e apoiada nesse momento tão delicado.

6. Acima de tudo, leve em conta sua intuição de mãe e decida-se pelo berçário pelo qual o seu "sininho" tocar, ainda que você não consiga explicar racionalmente. Coração de mãe não se engana, não é verdade? Boa sorte em sua busca, esperamos ter ajudado.



Minha filha, que tem três anos e meio, entrou para o maternal no início do ano, mas até agora não se adaptou. Houve um problema com um coleguinha que batia nas outras crianças e isto a assustou ? este garoto já deixou a escola. As crianças se sentiam inseguras e exigiam a permanência dos pais, fato que descontentava a professora e a direção da escola. Minha filha agora já fica um pouco sem a nossa presença, mas notamos um retrocesso no comportamento dela em relação a teimar e a fazer malcriações. A escola ainda retirou uma auxilar da professora, sendo que agora mandam as crianças sozinhas ao banheiro sem nenhum acompanhamento. Será que isto está certo? Há alguma lei que regulamenta o número de "professoras" em relação ao número de crianças? Seria válido mantê-la na escola, mesmo com este retrocesso em casa, sabendo que a professora só possui o magistério e não tem pedagogia? Ela é muito rígida, e às vezes não respeita a espontaneidade das crianças, pois não permite que elas saiam de seus lugares e nem que se toquem, dando demonstrações de carinho, como qualquer criança nesta idade. Me ajudem!


Você demonstra sua profunda insegurança em relação à escola de educação infantil que a sua filha está freqüentando. Por outro lado, sua filha teve um retrocesso no desenvolvimento e só consegue ficar por pouco tempo na escola sem a companhia dos pais.Tudo isso demonstra que há algum problema de adaptação. Você não nos conta porque se decidiu pela atual, mas é importante lembrar que o vínculo da criança e dos pais com a escola de educação infantil costuma ser muito forte, construído, acima de tudo, a partir da confiança. Parece que, no seu caso, essa forte ligação ainda não está acontecendo.


Sugiro que antes de qualquer atitude, você procure conversar na escola com a diretora ou orientadora. Marque hora e sente para colocar todas as suas inquietações, fale, mas também ouça a visão da escola sobre todas as suas questões. Verifique se há disponibilidade para acolher as suas queixas e inseguranças e consistência para justificar as posições tomadas pela escola em relação às professoras, inclusive quanto à sua formação. Lembre-se de que na faixa etária de sua filha o lado humano conta mais que tudo, portanto é importante levar em conta a forma como será recebida, assim como o conteúdo dessa conversa. É possível que você fique convencida de que tudo pode ser resolvido a partir de um trabalho mais próximo da escola com a família, durante um certo tempo, para ajudar na adaptação de sua filha. Desejo sinceramente que assim seja, pois isso evitará uma série de desgastes.


Caso contrário, talvez você tenha que pensar em uma mudança, pois muitas vezes a criança tem dificuldades em uma escola, mas se dá bem em outra. A sua filha já está na idade de freqüentar a escola partilhando com outras crianças atividades e brincadeiras bem como os cuidados e atenções de adultos, profissionais devidamente capacitados para entender e atender suas necessidades.


Antes de se decidir, visite várias escolas, procure conversar com as pessoas responsáveis, observe como se sente acolhida na entrevista, isso pode ser um indicativo da forma de lidar com as crianças. A empatia é algo a ser buscado, sem dúvida, especialmente no caso dos pequenos. Uma conversa com outras mães poderá ajudá-la a esclarecer algumas dúvidas. Lembre-se, entretanto, de que cada criança é uma e cada família tem suas próprias necessidades e valores.


O vínculo da criança, os pais e a escola de educação infantil costuma ser muito forte, construído, acima de tudo, na confiança, por isso o lado humano conta mais que tudo. Não se deixe seduzir, apenas, pelo brilho e beleza das instalações, tão importantes no sentido da segurança e higiene, mas a sua presença, por si só, não garante que as crianças usufruam os equipamentos.


Um ponto fundamental diz respeito à qualificação dos profissionais, questione sobre o nível de sua formação e estabilidade do quadro, pois ainda há um grande número de escolas que não os valorizam adequadamente. Em alguns casos, corre-se o risco de ter que lidar em casa com a tristeza de seu filho pela perda de uma querida professora no meio do período letivo. O que pode, certamente ocasionar dificuldades posteriores de adaptação.


Finalizando, depois de fazer todo o percurso e a avaliação objetiva, respeite a sua intuição e, independentemente do método utilizado, faça a sua escolha pela escola para a qual o seu coração bater mais forte... O lado racional e o emocional precisam estar em harmonia e aí, a escola fará bem para a sua filha, assim como para você que poderá ter um tempo para si mesma para trabalhar e realizar suas atividades pessoais com mais tranqüilidade.


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