Domingo, 22 de outubro de 2017
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Creche ou babá

Por Inês Pereira Berman *


A escolha é difícil e exige cuidados. Antes de tomar uma decisão, conheça os prós e os contras das duas opções.

"Meu filho ficou até os 2 anos em casa com a Cida, uma espécie de faz-tudo, meio babá, meio empregada. Até optar por esse caminho, tive muitas dúvidas. A única certeza que meu marido e eu tínhamos era não deixar o Marcelo com nenhuma das avós para evitar interferência na sua educação. Visitamos todos os berçários do bairro, mas não nos sentíamos seguros - ora com a higiene, ora com o despreparo das monitoras, ora com a falta de aconchego ou com a precariedade das instalações. Somente poucos dias antes de retomar meu trabalho é que concluímos que seria melhor deixar nosso filho em casa. Primeiro, porque a Cida estava conosco desde o início da gravidez e passou os quatro meses da minha licença-maternidade perto do Marcelo. Segundo, sentia confiança nela, pois era carinhosa e responsável. Além do mais, ela própria era mãe de três filhos. Por fim, não precisaria tirar o bebê de casa todos os dias. Assim ele ficou até os 2 anos, quando foi para a escolinha, já sem fraldas, mais independente, pronto para conviver e brincar."

Inês Pereira Bermann, 38 anos, jornalista



É cada vez menor o número de mães que se dedica integralmente aos cuidados do filho em seus primeiros anos de vida. Cedo ou tarde, elas deparam com o dilema: deixar o bebê em casa ou levá-lo para uma creche ou berçário na volta ao trabalho? Na verdade, não existe diferença quando a escolha é feita sem critérios. Muitos berçários não passam de depósitos de crianças e, por outro lado, a babá pode ser perniciosa ao bebê. Antes de mais nada, um filho precisa de carinho e atenção, independentemente de quem ficará com essa incumbência na ausência da mãe.


Na opinião de Regina Delduque Silveira, coordenadora pedagógica do Jardim da Infância do Esporte Clube Pinheiros, a creche é a melhor alternativa para quem não tem condição financeira de pagar uma babá. "Se existe a possibilidade de bancar essa despesa, porém, é mais indicado que o bebê fique em casa, pelo menos até 1 ano e meio, quando começa a ter um pouquinho de autonomia", ela orienta.

Mais proteção

Na primeira fase da vida, a criança é muito frágil do ponto de vista biológico. "Ela ainda não desenvolveu suas defesas e, num berçário ou creche, ficará mais exposta a doenças, já que estará em contato com outras crianças. Em casa, ao contrário, estará mais preservada. Além disso, nessa fase o bebê ainda não tem necessidade de socialização. Precisa, sim, de uma pessoa com quem tenha um vínculo mais forte", afirma a coordenadora pedagógica. Para ela, há ainda o aspecto do estresse: "O filho ficará sujeito aos problemas da cidade - por exemplo, trânsito, barulho - e, não raro, à tensão da própria mãe, preocupada com seus horários e compromissos", ela alerta. Sua ressalva fica para os casos em que a empresa oferece uma boa creche. "Nessa situação, a mãe terá possibilidade de trabalhar e, ao mesmo tempo, ficar perto do filho com mais tranqüilidade e até amamentar. Será, então, a melhor escolha."


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