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Sorrisos metálicos

Por Julienne Gananian * em 11/10/2001


Você está cuidando bem da estética e da saúde bucal de seus filhos? Saiba quando consultar um ortodontista.

Será que meu filho precisa usar aparelho? Os pais normalmente têm esta dúvida e não sabem quando ou porque procurar um ortodontista. "Engana-se quem pensa que o tratamento deve começar somente na adolescência. Cuidando desde cedo, previnem-se diversos problemas, como tratamentos longos, extração de dentes, doenças periodontais e cirurgias corretivas no futuro" afirma o cirurgião-dentista de São Paulo, Dr. Roberto Adrian Markarian.


O aparelho não serve só para "consertar os dentes tortos". A boca, os músculos da face e os dentes funcionam sempre juntos, formando um sistema complexo com um nome mais complexo ainda: estomatognático. Quando alguma das partes está alterada, interfere na estética da face, na fala, na deglutição ou até mesmo na respiração. Portanto, nada de "deixar para depois"! Confira a seguir alguns sinais que revelam a necessidade de tratamento em seus filhos


  • Dentes não alinhados;

  • Dente de leite retido, isto é, não cai e o permanente não nasce;

  • Ausência de algum dente;

  • Dentes que nascem no lugar errado: no céu da boca, ao lado da língua, girados, encavalados;

  • Mordida aberta: a criança fecha a boca e os dentes da frente não se tocam (normalmente devido ao uso de chupeta ou ao hábito de chupar o dedo);

  • Mordida cruzada: os dentes de cima ficam para dentro dos de baixo ao fechar a boca;

  • Dificuldades na deglutição: a criança faz careta, gestos ou contrai a boca para engolir;

  • Alterações ósseas: queixo muito para frente ou para trás;

  • Respiração pela boca: muitas vezes decorrente do hábito de chupar o dedão.


    Se você perceber alguma dessas alterações ou tiver qualquer outra dúvida, consulte seu dentista ou ortodontista de confiança. Ele examinará seu filhote, tomando as medidas necessárias. Diagnóstico e tratamento precoces melhoram as chances de sucesso.

    Qual aparelho usar?

    Existem aparelhos fixos e removíveis. As crianças pequenas geralmente usam os removíveis, que não "travam" o seu desenvolvimento e corrigem as alterações esqueléticas (dos ossos) ou dentárias, durante seu crescimento. Segundo o dentista, a criança, consequentemente, ganha uma nova responsabilidade: lembrar de retirar o aparelho na hora de comer, não esquecer na casa dos amiguinhos, além de redobrar os cuidados com a higiene bucal.


    Após os 12 anos, idade em que normalmente todos os dentes de leite já deram lugar aos permanentes, entra em ação também o aparelho fixo: pequenas peças de metal, plástico ou cerâmica - unidas por um arco metálico - movimentam os dentes.


    Em busca de um sorriso perfeito crianças e adultos recorrem ao especialista. As alterações na posição dos dentes, como inclinação ou desencavalamento, são possíveis, apesar de mais demoradas. Já a movimentação dos ossos maxilares, no caso dos "queixudos" por exemplo, exige cirurgia.

    Ai, mas dói tanto...

    Todo mundo que já usou aparelho sabe que dói um pouco. "O removível, por exemplo, incomoda no momento da ativação, feita pelo ortodontista. A dor resulta da pressão necessária para movimentar os dentes. Mas nunca é insuportável: em casos extremos basta tomar um analgésico recomendado pelo dentista nos primeiros dias", afirma Dr. Roberto. Atualmente, em casos de muita dor, recomenda-se a aplicação de um laser de baixa potência, com ótimos resultados.


    A duração do tratamento depende de cada caso e, para um resultado duradouro, levar a sério até o fim é imprescindível. Normalmente o ortodontista sugere aparelhos removíveis ou as chamadas "contenções" para que não haja a recidiva, isto é, para que os dentes não voltem para o lugar errado.

    Dica para os pais

    Você sabia que dentes tortos ou encavalados resultam muitas vezes da atrofia dos maxilares devido à evolução da espécie humana? O homem primitivo possuía maxilares maiores, pois comia raízes e carne crua. Já o cidadão moderno alimenta-se de sanduíches, sorvete, chocolate... Os pais, para facilitar, preparam o bife bem molinho, oferecem sucos em vez de frutas, e seus filhos não fazem força para mastigar.


    "Não exagere, mas lembre-se de que a criança precisa exercitar os músculos da mastigação, da amamentação até o final do crescimento, para o desenvolvimento correto e robusto do maxilar" conclui o Dr. Roberto Adrian Markarian. Portanto, ofereça ao seu filho alimentos fibrosos, como a cenoura ou outros vegetais duros, e dá-lhe mastigação!


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