Segunda-feira, 24 de abril de 2017
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Entre na onda do vôlei!

Por Carla Oliveira *


Ao treinar vôlei, seu filho estará desenvolvendo técnica, força, condicionamento físico, coordenação motora, espírito de equipe e muitas outras habilidades. Incentive-o a praticar essa modalidade!

Com jogos vibrantes, atletas carismáticos e uma coleção de vitórias e títulos, o vôlei vem se tornando um esporte cada vez mais popular no Brasil. Alguns já o apontam como o segundo favorito no coração dos brasileiros, perdendo apenas para o futebol, é claro. O fato é que, desde o início dos anos 80, o país passou a ver o esporte com olhos mais atentos, empolgado com a quantidade de resultados positivos apresentados pelas equipes nacionais.


Em 1980, a seleção masculina entrou para a elite do vôlei mundial com o quinto lugar nas Olimpíadas de Moscou. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, a equipe ficou em segundo lugar e, em 1992, em Barcelona, saboreou o seu auge com a medalha de ouro. No ano seguinte, a equipe também ficou em primeiro lugar na Liga Mundial, colocação repetida em 2001 e 2003. Em 2002, veio a conquista do Campeonato Mundial na Argentina. E, em 2003, a seleção sagrou-se campeã da Copa do Mundo, derrotando o Japão na final.


A seleção feminina demorou um pouco mais, mas também não decepcionou: em competições mundiais, conquistou seu primeiro resultado expressivo em 1992, com a quarta colocação nas Olimpíadas. Já em 1996, elas arremataram a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta, mesma colocação conseguida quatro anos depois, em Sydney. As garotas também levantaram três vezes a taça de campeãs do World Grand Prix, em 1994, 1996 e 1998.


Isso tudo sem contar os títulos conquistados nos Jogos Pan-americanos, Jogos Sul-americanos, Copa América e em muitas outras competições... Mas, não estamos aqui para analisar o desempenho brasileiro nesse esporte, e sim mostrar como pode ser bom para o seu filho - ou até mesmo para você, quem sabe! - praticar o vôlei!

Bola pra cá, bola pra lá...

Um jogo de vôlei é disputado em uma melhor de cinco sets, ou seja, ganha a partida a equipe que primeiro vencer três sets. É necessário fazer 25 pontos para ganhar um set e cada ponto é conseguido quando a bola bate no chão da quadra adversária, ou quando a outra equipe manda a bola para fora, seja com uma defesa, um saque ou um ataque errado. Cada time tem seis jogadores e só é permitido dar três toques na bola antes de passá-la para o outro lado da rede, sendo que o mesmo jogador não pode tocar duas vezes seguidas na bola.


Por causa da altura da rede e da força necessária para fazer a bola ultrapassá-la, as crianças pequenas têm dificuldade em praticar esse esporte. Por isso, muitas vezes as regras têm de ser adaptadas. O professor Walmyr Lima, por exemplo deixa os pequenos agarrarem a bola antes de passá-la a um companheiro. Walmyr é formado em educação física e ensina vôlei para crianças do Rio de Janeiro, em uma das 112 unidades do projeto Viva Vôlei, da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).


No Viva Vôlei, também são usadas redes mais baixas e bolas mais leves, o que permite a participação de crianças a partir dos 7 anos. Segundo Walmyr, o aprendizado de vôlei sem essas condições só é possível depois dos 11 anos.

Desde o início, as crianças já aprendem os fundamentos, como toque, saque, manchete. Ao longo do tempo também aprendem posicionamento, bloqueio, variações de ataque e outros.


De acordo com Walmyr, o vôlei é um esporte que requer muita coordenação motora e por isso ajuda a desenvolver essa habilidade. Além disso, também proporciona um aprimoramento do equilíbrio, da força, da agilidade e velocidade de reação. O professor também destaca a disciplina que é aprendida através do esporte. "A criança começa a ter noção de limites que levará para a vida toda", afirma.


O vôlei é considerado um esporte menos agressivo, por não haver contato físico entre os adversários. É claro que também existe muita provocação entre as equipes e a competitividade é grande, mas esses sentimentos acabam sendo extravasados na forma de cortadas e saques com dose extra de força. Haja braço para tentar defender essas bolas!

Baixinhos, não desistam!

"Ah, esse(a) aí vai ser jogador de vôlei". Essa é uma frase freqüentemente ouvida por garotos e garotas mais altos do que a maioria. Realmente, os melhores jogadores dessa modalidade costumam ter altura avantajada. "A média de altura dos atletas cresce a cada ano", conta Walmyr. Mas, apesar da desvantagem física, os baixinhos também podem se tornar bons jogadores e, segundo o professor, os dirigentes pensam até em criar categorias especiais para eles.


E atenção: nenhuma criança deve ser desestimulada a praticar vôlei só porque não é alta o suficiente. Ela pode compensar esse fator com outras habilidades e, no final das contas, nem todo mundo que começa a praticar um esporte precisa - ou quer - virar um profissional, não é mesmo?


Já para aqueles que querer mergulhar fundo nas competições, a primeira categoria é a Mirim, a partir dos 14 anos. Mas, muitas escolinhas realizam pequenos torneios entre times com idade inferior a essa. "No Viva Vôlei fazemos competições entre as unidades, mas eu procuro enfatizar a participação e não a disputa em si, Não cobro a vitória mas sim a determinação de jogar o melhor possível. Ser campeão vai ser a conseqüência desta determinação", explica Walmyr.


Uma das preocupações de quem pratica vôlei é não machucar o joelho, uma área sensível a lesões e de recuperação demorada. Não só as articulações do joelho como as do ombro, do tornozelo e a região lombar são áreas muito exigidas nesse esporte e merecem cuidados especiais. Alongamento e aquecimento adequados nesses pontos são essenciais, mas nem sempre suficientes para evitar algum problema. A joelheira, apesar de não prevenir lesões nas articulações, é um equipamento indispensável, pois amortece quedas e evita batidas e cortes no joelho.


Se seu filho quer aprender vôlei, ótimo! Praticar um esporte certamente fará muito bem para ele. Porém, ao escolher uma escolinha, fique atento às qualidades do profissional que irá trabalhar com as crianças. "O professor é visto como um modelo a ser seguido, portanto deve dar exemplos positivos, tais como ter domínio sobre o que está ensinando e sobre o grupo de alunos que está trabalhando, apresentar postura profissional e ser atencioso com todos os alunos e com os responsáveis", recomenda Walmyr.

Você sabia?

O vôlei foi criado em 1895, pelo norte-americano William C. Morgan, um professor de educação física que pretendia inventar uma opção de atividade menos cansativa para os mais velhos do que o basquete, esporte mais popular daquela época em seu país. Ele colocou uma rede, semelhante à de tênis, a uma altura de 1,98 do chão, usou a câmara de uma bola de basquete para servir de bola e deu início à nova modalidade. O número de jogadores de cada time era ilimitado e quem errava o saque tinha até o direito de tentar novamente! Morgan batizou o novo esporte de "mintonette". Mais tarde, o nome mudou para "volleyball".


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