Terça, 26 de setembro de 2017
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Ginástica para quem é de circo!

Por Luiza Helena Marcondes *


Se seu filho tem muita energia para queimar e gosta de esportes diferentes, uma boa opção é a ginástica acrobática, que mistura formas do balé clássico com movimentos circulatórios e instrumentos circenses.

Você já deve ter observado, principalmente nos Jogos Olímpicos, moças e rapazes magros e de baixa estatura praticando uma seqüência de exercícios no solo e nos aparelhos, dando saltos e piruetas no ar. Se você gosta ou já imaginou seu filhote praticando este esporte, conheça mais sobre ele.

Mundo mágico

Pernas de pau e cordas indianas, barras paralelas, cambalhotas, saltos e mil outras peripécias. Crianças com cinco ou seis anos podem começar a aprender alguns movimentos básicos da ginástica acrobática. A modalidade é semelhante à olímpica, porém alguns elementos circenses foram adaptados para deixar os atletas mais livres durante as apresentações.


"Os alunos podem abusar da criatividade e até criar novos movimentos. Cada um pode fazer um rolamento no solo diferente do colega, desde que siga as regras fundamentais", afirma Anna Rozov, coordenadora da escola de esportes da academia Fórmula em São Paulo. De acordo com ela, a ginástica acrobática é extremamente lúdica, o que possibilitada um rápido aprendizado, principalmente aos futuros ginastas com seis anos. "Nessa idade a criança tem maturidade para entender e responder a uma ordem".

Preparo físico é importante

Começar a praticar esse tipo de ginástica, que desenvolve principalmente a observação, a criatividade e a concentração, requer preparo físico e habilidades motoras. Por isso, iniciar o treino antes dos cinco anos não é recomendado. "A estrutura óssea e a muscular do principiante precisam estar fortalecidas para não haver sobrecarga", explica Anna.


Durante as aulas a criança aprende a dar cambalhotas, fazer rolamentos laterais e frontais no solo, equilibrar-se no cavalo (um tronco de madeira cilíndrica revestido de couro com as extremidades arredondas), saltar, sempre acompanhada pelo instrutor.


Mesmo que não tenha nenhuma experiência anterior, com brincadeiras o aluno aprende a desenvolver a acrobacias básicas. "Com certeza os fundamentos não serão perfeitos, mas à medida que a coordenação motora melhora, o pequeno percebe o próprio progresso e passa a aperfeiçoar a ginástica".

Sem traumas

Os riscos de lesão, segundo a coordenadora de esportes, são pequenos. "Se ocorresse, seria um acidente. O que é comum são as quedas da barra de equilíbrio". Para evitar possíveis traumas, a sala de aula está abastecida de colchonetes sob os cavalos e o piso emborrachado. Antes de matricular seu filho, verifique esses itens de segurança!


Outro cuidado necessário é a avaliação médica e física. "Até os sete anos, pedimos um atestado do pediatra para saber se a criança pode ou não fazer determinada atividade física. Após essa idade o aluno é submetido ao exame da própria academia". Se a criança tiver um problema respiratório, por exemplo, não poderá praticar tantos saltos quanto os outros ginastas.


Quanto à estatura dos profissionais, que geralmente varia em torno de 1,50 m a 1,60 m (tanto para os homens quanto para as mulheres) Anna afirma que os exercícios não são tão intensos e bruscos a ponto de impedir o crescimento da criança. Se a ginástica acrobática for praticada durante muitos anos e por mais de 6 horas diárias pode até causar algum problema. "Nosso maior objetivo é divertir o aluno com atividades leves e ao mesmo tempo prazerosas".


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