Quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
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Etiqueta para as crianças

Por Julienne Gananian *


Nada de criança mimada! Relacionar-se bem é fundamental e isso se aprende desde pequeno.

Ser educado ou "ter etiqueta" não é só uma questão de comer com os talheres certos ou se portar bem em um restaurante fino. Na verdade, as regras de comportamento servem para que as pessoas convivam melhor. "A etiqueta é uma linguagem universal de atitudes e comportamentos para que as pessoas se relacionem bem e sejam capazes de unificar a comunicação", afirma a especialista no assunto, Cláudia Matarazzo.

Quando começar?

As crianças devem aprender essa linguagem o mais cedo possível, para que seja algo natural em suas vidas. "A partir dos três anos elas já entendem que têm que se relacionar e devem ser incentivadas a conviver com todos os tipos de pessoas. Caso contrário, viram crianças mimadas que acreditam que o mundo gira ao seu redor" explica Cláudia.


Os filhos únicos merecem uma atenção especial. Normalmente se socializam mais tarde, pois ficam mais tempo com os pais e não convivem com crianças da mesma idade. Nesses casos, uma das grandes dificuldades é aprender a partilhar, o que os pequenos terão necessariamente que enfrentar ao entrarem na escola. O filho único deve entender que não existe nenhum problema em dividir os brinquedos, por exemplo, e que se trata de um processo de troca.


Os pais que se empenharem nessa tarefa garantirão uma criança sociável, que terá um bom convívio em todos os lugares onde for: na escola, na rua, no clube, em casa. Futuramente, ela saberá lidar educadamente com seus colegas de faculdade ou de trabalho, com seu chefe e com outras pessoas, o que será fundamental até para seu sucesso profissional.

Convivendo com adultos

Algumas vezes os pais têm que viajar a trabalho e os filhos vão junto, mas nem sempre a programação inclui passeios infantis. Isso não significa que eles devam ser poupados de sair com os pais apenas porque são pequenos. "Senti de perto esta experiência quando fui para a Europa com minha filha Valentina, de quatro anos. Não fizemos muitos programas infantis, fomos apenas um dia para a Eurodisney", conta Cláudia. Ela ressalta que sua filha foi "jogada no mundo", mas adorou:" Valentina se sentiu o máximo, provou escargot e gostou tanto que quase comeu o prato inteiro".


Quando as crianças aprendem a enfrentar o mundo dos adultos, elas ganham auto-confiança. Mas não se esqueça: tudo deve ser muito bem-dosado! Não adianta querer que elas participem de programas que vão até as duas da manhã, pois seu ritmo biológico é diferente. Além disso, elas precisam aproveitar a sua idade, o que inclui brincar, correr e se divertir.

Noções básicas para os pequenos

"As crianças precisam ter noções básicas de higiene, limpeza e ordem", afirma a especialista. Quando elas começam a comer sozinhas, já conseguem entender que a comida deve ficar dentro do prato e que não podem fazer uma sujeira enorme na mesa ou na cozinha. Com o tempo elas aprendem a ir ao banheiro sozinhas, a lavar a mão e a tomar banho sem a ajuda dos pais. Tudo isso é importante na educação do seu filho.


Outro cuidado fundamental diz respeito à organização. "As crianças aprendem a colocar suas coisas em ordem, basta acostumá-las", conta Cláudia Matarazzo. Mas como fazer para que os pestinhas obedeçam? Os pais são o exemplo e os filhos aprendem por observação e participação. "Não adianta mandar a criança arrumar o quarto sozinha ou, o contrário, os pais arrumarem tudo. O ideal é que você e seu filho arrumem juntos a bagunça. Depois ele vai aprendendo a se virar sozinho" conclui Cláudia Matarazzo.


E lembrem-se: etiqueta requer persistência e, acima de tudo, paciência dos pais!


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