Sábado, 23 de setembro de 2017
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Grávida aos 45 anos

Por Adriana Mabilia *


A batalha pelo sucesso profissional retarda a chegada dos filhos. Porém, cada vez mais, a mulher se entrega ao desejo de ser mãe, mesmo depois dos quarenta.

Luciana Meirelles, psicóloga de São Paulo, diz que a expectativa de que o filho é a felicidade suprema no universo feminino, não é apenas emocional; biologicamente a mulher é preparada para isso. Acha cedo para traçar um perfil da mulher entre 40 e 45 anos que opta pela maternidade, pois esse comportamento ainda é recente; mas aponta o início de uma geração de mães nessa faixa etária.


A maturidade e as estabilidades profissional e financeira são as vantagens da mãe tardia. Não dá para negar que pais tranqüilos e realizados têm maiores chances para criar crianças saudáveis, estruturadas e felizes.


Exemplo disso é a jornalista e apresentadora, Silvia Poppovic, que aos 45 curte seu bebê de 1 aninho, a menina Ana. Silvia admite que os três primeiros meses de gravidez exigem rigoroso acompanhamento médico. Acredita, também, que o controle da ansiedade e a melhor condição financeira são os grandes benefícios da maturidade, facilitando a educação dos filhos.


Para as jovens, às vezes, a maternidade aparece como empecilho na hora de sair, ir a festas, se divertir e dormir até mais tarde. Realizada profissionalmente e tendo já feito tudo o que queria, a mulher vê menos problemas e culpados. Nesse momento, ter um filho não é um projeto de vida, mas sim a realização de um sonho - ser mãe.

E o emocional, como é que fica?

A baixa taxa de hormônios deixa a mulher madura propensa a um quadro depressivo. Se os fatores emocionais - ansiedade, expectativa e carência - estiverem sob controle o risco de cair em depressão é reduzido.


Grávida, ela alimenta a magia que é gerar uma vida. Com o nascimento da criança, a fantasia acaba para dar vez à realidade da maternidade que é a responsabilidade de cuidar de um ser totalmente dependente que chora, fica doente, tem necessidades.


Essa passagem merece especial atenção. Durante a gestação e no pós-parto a mulher fica tão frágil quanto o bebê. Vale aqui uma dica, monte um bercinho para você: conte com a solidariedade de outra mulher - mãe, tia, amiga ou irmã -, seja para ouvir o seu desabafo ou para ajudá-la a cuidar do seu filhote.

Vivendo com criatividade

Ser mãe aos 45, também é vencer adversidades. As quatro décadas que a separam do seu filho são um ótimo motivo para reciclagem constante.


Não se assuste com novos conceitos, estilos musicais ou com a maneira dele se vestir. Apenas trate de entender a nova geração, adaptando a novidade aos seus códigos de valores; sem, é claro, abrir mão de princípios.


Pratique, na relação com seu filho, paciência e tolerância. Use o bom senso para estar disponível para o pequeno, abrindo espaço para as demais particularidades do seu dia-a-dia. A essa altura da vida, você tira isso de letra!

Mãe, pai e o bebê

Você é uma mãe privilegiada, sabia? Ultimamente os pais buscam um papel mais participativo: basta andar pelos corredores das maternidades para constatar. É só baixar um pouquinho a guarda e confiar nele. A mãe tem de apoiar e incentivar o marido a cuidar do bebê, sem ridicularizá-lo.


Afinal, a chegada do filhinho aumenta a família, não é? Não vale deixar o pai de lado nessa história. Ninguém discute a sintonia entre a mãe e a criança mas o espaço do pai também tem de ser garantido. Seja o elo da família e não motivo de competição entre seu parceiro e seu filho.

Para você ponderar

  • O momento ideal para ter um bebê é aquele em que o casal se acha preparado para assumir o pequenino com amor. Isso pode acontecer aos 20, aos 30 ou aos 45. O importante é conhecer as vantagens e os riscos da maternidade em cada uma dessas fases.

  • Demanda de tempo é comum a qualquer idade. Bebês são totalmente dependentes da mãe para se alimentar (amamentação) e para se adaptar ao novo mundo. É o cheiro e o toque da mamãe que ele reconhece.


  • A total dedicação ao filho reduz a disponibilidade para você mesma, para a profissão e para o maridão. Atenção para não deixar o companheiro em segundo plano. Dependendo da personalidade do homem, é crise conjugal na certa. Normalmente a mulher mais madura lida melhor com a situação do que a jovem, pois é mais sensível e tem jogo de cintura.


  • Não deixe a vida sexual de lado. O relacionamento é feito de várias facetas e você sabe o valor agregado pelo sexo. O casal fica mais unido e revigorado na cumplicidade para superar dificuldades.

  • Boa condição financeira é indispensável. A gravidez na maturidade é mais cara, pois é uma situação de risco. O pré-natal é rigoroso e os exames para checar a saúde do feto não podem faltar.


  • Poder econômico é importante, também, para manter a sua vaidade em dia. Aos 20 anos a natureza trabalha por si: aos poucos, a forma física volta ao normal. Já aos 45, os cuidados são redobrados: além de uma boa dieta, recorrer à tecnologia em favor da estética custa caro.


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