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Alergia (quase) sob controle

Por Dr. Leonardo Posternak * em 23/11/2000


Acredite: você pode evitar que seu filho sofra com a alergia se começar a tratá-lo desde a hora em que ele nasce.

Poeira, poluição, pêlos de animais domésticos, substâncias químicas, alimentos. É impossível determinar um único fator desencadeante da alergia nos seres humanos. Mas algumas condições propiciam seu aparecimento. A primeira delas é, sem dúvida, a herança genética. Na seqüência, o meio ambiente em que se vive e, finalmente, a disposição individual. Bronquite, rinite, asma, dermatites atópicas são as principais manifestações da alergia.



Uma criança pode morar numa cidade poluída como São Paulo, num ambiente empoeirado e não ser alérgica. Ou pode morar numa casa clara, iluminada pelo sol, sem umidade e apresentar o problema. De qualquer forma, quando a mãe ou o pai da criança são alérgicos, ela tem 50% a mais de chance de desenvolver algum tipo de alergia. Isso sem falar nos fatores emocionais que ajudam a deflagrar as crises.


Saiba que, no mundo, quase 20% das crianças apresentam doenças crônicas. E destas 35% são respiratórias. Até muito pouco tempo atrás a medicina tinha pouco a oferecer às crianças alérgicas: anti-histamínicos melhoravam os sintomas, mas temporariamente. No entanto, há cerca de dez anos, novos procedimentos têm sido utilizados para minimizar o problema.

Prevenção é a melhor saída

Hoje, quando tem conhecimento de que um dos pais do bebê é alérgico, o pediatra já solicita, ainda na sala de parto, exames que determinam a probabilidade de que ele venha a ser potencialmente alérgico. Esse procedimento possibilita um trabalho de prevenção. A primeira alergia mais comum desenvolvida pelos bebês propensos à doença é o leite de vaca. Portanto, um tipo de leite especial, hipoalergênico, é recomendado quando termina o período do aleitamento materno. Mas se, mesmo assim, a criança apresentar em seu primeiro ano de vida potenciais alérgicos, há tratamentos químicos preventivos eficientes - em forma de spray e xaropes - disponíveis no mercado. No entanto, só o pediatra - ou o alergista - poderá prescrevê-los.


Morango, chocolate, ovo, leite e frutos do mar são os campeões das alergias alimentares. Mas só se pode saber se a criança é sensível a eles depois que os sintomas da alergia se manifestam. A criança potencialmente alérgica é suscetível a qualquer manifestação da doença, seja ela respiratória, alimentar ou dermatológica. Portanto, o tratamento preventivo contempla todas as formas alérgicas.

Ácaro, um poderoso inimigo

O ácaro, aquele bichinho microscópico que anda por nossas casas infestando colchões, travesseiros, tapetes, estofados, é um dos maiores deflagradores das alergias respiratórias. Tanto que já existem instituições especializadas em estudá-los - a Universidade de São Paulo é uma delas. Se seu filho tem tendência ao problema, você deve lançar mão de protetores para colchão e fronhas para travesseiro criados para eliminar os bichinhos, encontráveis em lojas especializadas em produtos antialérgicos. Afinal, o período em que a criança passa na cama é muito longo. Vale a pena tentar!

* Dr. Leonardo Posternak é médico pediatra,
membro do Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein.
Co-autor do livro
E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos
, Editora Best Seller.
Autor de
O Direito a Verdade - Cartas Para Uma Criança
, Editora Globo.


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