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Males de inverno

Por Dr. Leonardo Posternak * em 24/04/2001


Basta a temperatura abaixar, a umidade do ar aumentar ou a inversão térmica chegar para os primeiros sintomas aparecerem.

Nosso maior desejo é proteger os filhos e livrá-los de qualquer mal. Mas nem sempre é possível, sobretudo quando se trata de doença. Os inimigos da saúde estão espalhados no ar e com as mudanças climáticas seu filho pode adoecer.


No inverno dois males parecidos e com os mesmos sintomas são capazes de deixar uma criança serelepe quietinha, abatida e sem vontade de fazer nada. O resfriado e a gripe podem até deixar seu filhote de "molho" por alguns dias.

Ataque aéreo

Essas doenças são provocadas por vírus espalhados no ar. Qualquer um deles pode ser o causador do resfriado que se apresenta com tosse, coriza clara e, em alguns casos, febre.


Mesmo adoentada, o estado geral da criança é bom. Mas ela fica muito irritada porque o nariz não pára de escorrer e é preciso limpar constantemente. Às vezes a pele chega a ficar machucada pelo excessivo contato com o lenço de papel. Bebês também podem ter resfriados e, neste caso, algumas gotas de uma solução fisiológica ajudam a limpar as narinas.


Já o quadro gripal é pior. A coriza e a tosse são mais intensas, o pequeno tem dor de garganta, febre, dor de cabeça e no corpo. O mal estar é grande e em geral, leva seu filho para a cama por alguns dias. Todas essas reações são provocadas pelo influenza, um vírus auto-limitado que "sai" sozinho do organismo depois de 6 ou 7 dias.


Nesse período é melhor ficar resguardado para evitar possíveis complicações como uma infecção. Mas, contrariando o que muitos imaginam, não é uma gripe mal curada que desencadeia a pneumonia, por exemplo. O vírus infecta o organismo vigorosamente, deixando-o fraco e vulnerável ao ataque das bactérias, verdadeiras responsáveis pelas doenças mais graves.


Para amenizar os sintomas da gripe ofereça chá ou leite quente, que aliviam as dores no corpo. Jamais dê remédios à criança sem recomendação médica.

Vacina é a solução

Nenhum medicamento é capaz de eliminar o influenza do corpo. Aliás, todos os anti-gripais que circulam pelas prateleiras das drogarias atacam apenas os sintomas da doença e não o vírus. Como são uma mistura de analgésico e anti-térmico, esses remédios têm apenas uma missão: reduzir a febre e aliviar a dor.


Hoje, o único recurso de prevenção à gripe é a vacina, um medicamento eficaz principalmente entre os idosos. A injeção reúne todos os vírus do ano anterior para imunizar a pessoa no prazo de doze meses.


Crianças também podem ser vacinadas, embora o nível de eficácia seja superior nos adultos. O organismo infantil é imaturo e não teve muito contato com influenza. Por isso, os vírus presentes na injeção podem não fazer tanto efeito. Se seu filho tem alergia a ovo evite o medicamento. Consulte o pediatra. A aplicação da vacina pode ser feita em postos de saúde ou no consultório médico.



* Dr. Leonardo Posternak é médico pediatra,
membro do Departamento de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einstein.
Co-autor do livro
E Agora, o que Fazer? A Difícil Arte de Criar os Filhos
, Editora Best Seller.
Autor de
O Direito a Verdade - Cartas Para Uma Criança
, Editora Globo.


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