Domingo, 23 de julho de 2017
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Cuidados durante a amamentação

Por Flavia Schwartzman *


A mulher que está amamentado deve tomar alguns cuidados durante este período, pois quase tudo acaba passando para seu filho, através do leite. Aprenda mais sobre esse assunto!

Se você está amamentando, lembre-se de que pelo fato do bebê ter um tamanho bem menor que o seu, quantidades de café, álcool, drogas e medicamentos que parecem não causar nenhum efeito na mãe, podem prejudicar seriamente a criança.

Cuidados que a nutriz deve tomar

Álcool, cafeína, nicotina:

Com relação ao álcool, não há nenhuma evidência cientifica de que o consumo de bebidas alcoólicas tenha um efeito benéfico na produção de leite, como se pensava. Ao contrário, o consumo excessivo pode provocar diminuição do volume e também atrapalhar o reflexo de descida do leite. Por isso, se a mãe costuma ingerir álcool, deve fazê-lo com moderação e esperar um período de aproximadamente 2 a 3 horas até a próxima mamada.


O consumo de 1 a 2 drinques, ocasionalmente, parece não trazer prejuízos ao bebê. Considere como um drinque: 1 latinha (360 ml) de cerveja ou 1 taça (150 ml) de vinho. Mas é claro que se você não beber, é muito melhor! Mas se o fizer, siga algumas recomendações:


· Lembre-se de que quanto maior a quantidade de álcool, maior é o risco para o bebê, por isso beba com moderação.

· Diluir um copo de vinho em água e beber aos pouquinhos é uma maneira de limitar a ingestão de álcool. Você também pode alternar alguns goles de vinho - ou cerveja - com alguns goles de água. Se for beber, faça-o enquanto estiver comendo para diminuir o nível de absorção do álcool. Alimentos ricos em gordura, em particular, também ajudam a reduzir o ritmo de absorção etílica, pois eles também são absorvidos mais lentamente.

· Outras alternativas: tome bebidas sem álcool ou beba logo após a mamada para dar tempo do organismo metabolizar a substância antes da próxima mamada. Você também pode planejar antecipadamente, tirando o leite com a bomba e armazenando-o para a ocasião.


Da mesma maneira, o consumo de café, assim como de outras bebidas que contenham cafeína, deve ser moderado a poucas xícaras por dia, uma vez que cafeína em excesso pode causar irritabilidade e perturbar o sono em alguns bebês.



Quanto ao cigarro, ele não é recomendado em nenhuma ocasião, especialmente durante esta fase. A nicotina pode passar para o leite materno, causando vômito, diarréia e irritabilidade no bebê, assim como diminuição da produção de leite. Se for fumar, a mãe deve fazê-lo logo após as mamadas, para dar tempo do nível de nicotina diminuir até a próxima mamada.

Quando a amamentação é contra-indicada

A maioria das doenças comuns, como resfriados, gripes, infecções de pele ou diarréia NÃO são transmitidos pelo leite. Na verdade, se a mãe apresenta algum destes problemas, seu leite conterá os anticorpos que ajudarão a proteger o bebê destas mesmas doenças.


São muito poucas as situações que contra-indicam a amamentação. Mulheres que são HIV positivas não devem amamentar. Para alguns profissionais, tuberculose ativa e hepatite B contra-indicam o aleitamento materno, enquanto que para outros não. O melhor, portanto, é conversar com seu médico e cada caso deverá ser analisado individualmente.


Crianças que apresentam galactosemia, doença metabólica caracterizada pela falta parcial ou completa da enzima necessária para digerir a galactose, açúcar presente no leite, não devem ser amamentadas.


Usuárias de drogas e dependentes de álcool também não devem amamentar. Esses componentes químicos podem causar sintomas como irritabilidade, tremores e vômitos na mãe e seus bebês tornam-se viciados, desde o nascimento.


Mulheres que estejam em tratamento radio ou quimioterápico também são aconselhadas a não amamentar, pois os medicamentos prejudicam o bebê. Se a mãe precisar tomar algum medicamento transmissível pelo leite - e que sabidamente irá afetar o bebê - então ela não deve amamentar. Enquanto muitos medicamentos não chegam a causar problema nas crianças, outros chegam (como citotóxicos, radioativos, anti-tireoidianos, que não o propiltiouracil). Por isso, a melhor coisa a fazer é consultar seu médico antes de tomar qualquer medicamento. E é importante lembrar que, para a maioria dos medicamentos, o efeito na criança é minimizado se a ingestão for feita logo após a amamentação.


Lembre-se de que mesmo quando a mãe tiver que adiar ou interromper a amamentacão por algum tempo, ela deve ser motivada a continuar extraindo seu leite (manualmente ou com a bomba). Desta maneira, ela poderá continuar amamentando seu filho, quando a amamentacão puder ser reiniciada.

* Flavia Schwartzman é nutricionista, formada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, com especialização em Nutrição Materno-Infantil, Mestre em Nutrição pela Escola Paulista de Medicina.


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