Sábado, 23 de setembro de 2017
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A cor do seu investimento

Oferecimento Sulinvest

Por Leandro Bren Vianna *


O destino que você quer dar ao seu dinheiro e o seu próprio perfil de investidor são o ponto de partida para definir o tipo de aplicação a ser adotada.

- Bom dia, eu gostaria de ver um par de sapatos.

- Pois não, senhora, qual modelo?

- Ah, um modelo... bonito.

- Que número?

- Um número bom.

- De que cor? Azul, amarelo, preto...

- Isso!


O diálogo acima, entre uma consumidora e um vendedor atônito, foi extraído de um comercial recentemente veiculado na televisão, de uma famosa empresa automotiva, que se encerra com uma locução em off: "você também não escolhe carro assim, não é?"


Podemos dizer o mesmo com relação à forma como você decide investir seus recursos - embora as pessoas, por vezes, não pareçam dar a mesma importância ao tema, talvez por se acharem melhores conhecedoras dos produtos em questão (sapatos, carros, roupas etc.) do que do mercado financeiro. Contudo, o efeito final é exatamente o mesmo, pois estamos tratando de escolhas que afetam o seu modo de vida e os seus objetivos.


Seus investimentos precisam ter "a sua cara", da mesma forma que seu guarda-roupa, seu carro, a decoração de sua casa. E você pode não saber exatamente o tipo de investimento mais apropriado, mas só você pode ajudar o seu consultor de investimento a encontrá-lo.

E, afinal, qual é a sua cara, qual o seu perfil de investimento?

A resposta a esta questão passa pela avaliação de uma série de quesitos simples, fatores que podem diferenciar um investidor conservador de outro mais arrojado. Alguns destes fatores estão listados a seguir:


O "colchão de proteção": antes de tudo, é preciso saber qual a destinação final que você deseja dar ao seu dinheiro, para quê você pretende utilizá-lo, dentro do seu projeto pessoal de vida. Neste ponto, questões como idade, estado civil, situação profissional etc., certamente precisam ser levados em consideração. Em geral, recomenda-se que seja deixado um montante de recursos como reserva de contingência, para eventuais necessidades (despesas hospitalares e seguro-desemprego são exemplos que vêm à mente). Este dinheiro não deve ser destinado a modalidades de investimento com características de risco e de baixa liquidez, por razões óbvias: não se está buscando maximizar retorno sobre estes valores, apenas protegê-los da inflação.


Seu projeto - o que deve ser investido: imagine os seus fluxos de recebimento e pagamento de recursos em perspectiva, como uma verdadeira empresa. Assim, a "Silvia S. A." ou a "Maria S. A." precisa equilibrar suas receitas com os pagamentos futuros, e portanto, o investimento a ser feito precisa estar de acordo com os prazos das dívidas e/ou gastos previstos (educação, saúde, lazer etc.), sejam elas de curta ou de longa maturação. As eventuais sobras resultantes deste exercício representam a parcela de investimento, os recursos disponíveis para aplicação, que se diferenciam do consumo, recursos que vão ser despendidos no curto prazo.


O que precisa ser realmente investido: estes recursos disponíveis para aplicação financeira podem e devem ser investidos no mercado financeiro. Na maioria das vezes, se todo o seu dinheiro for deixado em aplicações financeiras voltadas apenas à proteção, tais como a caderneta de poupança, ao longo de alguns anos o prejuízo tende a ser bastante significativo. Prejuízo? Sim, porque não basta proteger, é preciso se preocupar, também, em obter uma rentabilidade competitiva, que permita acumular mais reservas ao longo do tempo, para quando, por exemplo, vier a época da aposentadoria; não é à toa que os planos de previdência contemplam, entre outras modalidades, investimentos em bolsas de valores, afinal o tempo de maturação é longo e, no caso de um plano de previdência, os recursos não serão consumidos senão após muitos anos. Assim, quanto maior a reserva, mais conforto ela lhe trará.


Além destes itens, fica faltando o ajustamento com relação à gradação do risco que se quer assumir, ou seja, o que pode ser investido em instrumentos mais arrojados e o que pode ser alocado em ativos com perfil um pouco mais conservador. Para este fim, as empresas de administração de recursos, inclusive as que oferecem seus produtos pela Internet, disponibilizam um questionário de perfil do investidor, que servem de base para a atuação dos consultores de investimento. Depois de tudo isso, talvez você poderá responder com mais propriedade se está satisfeita com seus investimentos atuais, ou se vale à pena estudar alguma mudança. Será que, hoje, eles têm "a sua cara"?


* Leandro Bren Vianna é Gerente de Informações e Produtos da Sul América Investimentos.


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