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Cuidados que garantem a saúde do seu filho

Por Carla Oliveira * em 26/03/2003


Toda criança fica doentinha de vez em quando. Ou porque come doces demais e acaba com dor de barriga ou porque passa o dia todo mergulhando na piscina e depois reclama de dor de ouvido. Saiba o que fazer nessas situações!

É indispensável que a criança receba atendimento médico caso esteja se sentindo mal. Porém, alguns cuidados podem ser tomados pela própria família quando ocorrem alguns problemas corriqueiros, para aliviar os sintomas até que a criança seja levada ao médico.


Da mesma forma, ninguém deverá dar medicamentos para a criança sem orientação médica, é claro. Neste artigo, pretendemos apenas orientar vocês, pais, sobre como agir diante de algumas situações. Leia a seguir as dicas da pediatra Sandra de Oliveira Campos, chefe do Pronto Socorro de Pediatria do Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista de Medicina.



Vômitos: se a criança vomitar seguidas vezes, é preciso que receba medicação, de acordo com indicação médica. Consulte o pediatra de seu filho para saber o remédio adequado e lembre-se de não oferecer nada logo após o remédio, para que a criança não vomite e elimine o medicamento. "São necessários de 30 a 40 minutos para a absorção e início de efeito do medicamento. Se a criança vomitar o nesse intervalo, pode-se usar supositório ou então injeção intramuscular", explica a pediatra.


Ofereça líquidos à criança em pequenas quantidades - cerca de 50ml, o que equivalente a 1/4 de copo - a cada 10 minutos, dando preferência a água, chás, água de coco e sucos. Líquidos gaseificados, como refrigerantes, distendem o estômago e favorecem o vômito. O leite também não é recomendado, pois é um alimento complexo para digestão.


Diarréia: ofereça líquidos com freqüência, como água, chá, água de coco, sucos e também soro de hidratação oral - mas nada de refrigerantes! O soro pode ser encontrado já pronto em farmácias e postos de saúde ou mesmo em pó para ser diluído em água. "O soro preparado em casa com um punhado de açúcar e uma pitada de sal, só deve ser usado temporariamente, até que se consiga o adequado, porque a preparação fica muito irregular", recomenda a Dra. Sandra. Para saber se a criança está hidratada, verifique se tem saliva fluída, lágrimas e se a cor da urina está clara - se estiver mais escura, significa que está mais concentrada e, portanto, é preciso oferecer mais líquidos.


A criança provavelmente não terá apetite para comer, mas é preciso oferecer alimentos constantemente, pois é importante que ela se alimente. No início, pode ser mantida a dieta habitual da criança. Dê preferência aos alimentos menos laxantes, como macarrão, batata, cenoura, mandioquinha, chuchu, pão, biscoito salgado, carne, frango, ovo, banana, maçã, pêra e gelatina. "Não é necessário retirar o leite nem a gordura, a não ser por indicação médica", explica a pediatra.


Febre: a medicação deve ser dada caso a temperatura seja igual ou maior que 37.80C, sempre sob orientação médica. Segundo a Dra. Sandra, não importa que não se saiba o motivo da febre, o remédio é sempre o mesmo, independente da causa. "A febre não medicada faz com que haja maior gasto de energia pelo organismo, podendo surgir dores de cabeça e no corpo, choro, irritação, e a criança não se alimenta direito. E, se ela se alimentar, há mais chance de vomitar", explica a pediatra. Não se deve medicar a criança se a temperatura estiver abaixo de 37.8, pois dessa forma não se sabe se a temperatura iria subir.


Dores em geral (cabeça, ouvido, dente): além do medicamento prescrito pelo médico, que pode ser o mesmo indicado nos casos de febre, é importante fazer repouso e beber bastante líquido. Não force a criança a comer. Para dor de ouvido e dente pode ser usada compressa quente, mas não pingue nada no ouvido, como azeite, óleo ou leite.


Conjuntivite: lave os olhos com água filtrada ou soro fisiológico. "Lave também o nariz com soro fisiológico, pois geralmente a conjuntivite vem junto com resfriados", orienta a Dra. Sandra. Ela alerta também para não usar água boricada, colírios ou qualquer outro medicamento. Se houver irritação nos olhos por contato com alguma substância, as recomendações são as mesmas.


Pequenos cortes e arranhões: Lave com bastante água e sabão, e em seguida, passe um antisséptico recomendado pelo médico.


Traumas sem corte: faça compressa gelada, colocando sob o local pedras de gelo dentro de um saco plástico envolto em pano ou bolsa gelada.


Pequenas queimaduras: coloque o local queimado sob água corrente - se não houver bolhas - ou cubra com gaze bem umedecida com soro fisiológico. É importante que a dor seja medicada, por isso consulte o médico para saber qual analgésico dar para a criança. Nunca coloque nada sobre a queimadura! Aqueles velhos truques de passar pasta de dente ou casca de frutas sobre a queimadura não funcionam e podem piorar a lesão.


Picadas de inseto: "Existem picadas que incham muito, principalmente de abelhas e formigas, ou quando se localizam em pálpebras, orelhas ou genitais. Nesses casos, faça uma compressa fria no local. Só use anti-alérgicos via oral ou pomadas sob orientação médica, principalmente se for na pálpebra ou próximo das mucosas oral ou genital, porque algumas podem ser inadequadas e causar irritação", orienta a Dra. Sandra. Para picadas de pernilongo - se a criança não for alérgica - não é preciso fazer nada, a coceira e o incômodo passam com o tempo.


Tosse: de acordo com a Dra. Sandra, a tosse é um reflexo de proteção da via aérea, por isso tossimos quando engasgamos, para retirar qualquer líquido, secreção ou mesmo sólido da via aérea. "Há receptores para desencadear tosse em todas as mucosas do trato respiratório: ouvido, seios da face, nariz, garganta, laringe, traquéia, brônquios", explica.


Para aliviar a tosse, é preciso umidificar a via aérea, ajudando a deslocar as secreções, e para isso é necessário beber bastante água, pingar soro fisiológico no nariz, respirar o vapor do chuveiro, fazer inalação com soro fisiológico e assoar o nariz. "Se a criança não souber assoar, retire a secreção do nariz com bombinha de aspiração", recomenda a Dra. Sandra. Quando a criança deitar, mantenha sua cabeça mais elevada, com o uso de um travesseiro. Para os bebês, coloque o travesseiro sob o colchão ou eleve os pés da cama ou berço.


A pediatra dá outra dica importante: ofereça alimentos ou mamadeira em pequenas quantidades, pois a tosse faz com que as crianças menores vomitem, e com o estômago menos cheio a chance de vômitos diminui. "Não dê antibióticos ou outros remédios, nem chás ou preparados de ervas desconhecidas", alerta.


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