Domingo, 23 de abril de 2017
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Pré eclâmpsia, perigo na gestação


Se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode ser fatal para a mãe e o seu bebê. Saiba mais sobre esta doença!

A pré-eclâmpsia ou doença hipertensiva específica da gravidez tem como sintomas o aumento da pressão arterial, o aparecimento de edemas - inchaços provocados pela retenção de líquido - e a proteinúria, isto é, eliminação de proteínas pela urina. Essas características aparecem a partir da segunda metade da gestação, principalmente comprometendo a passagem dos elementos nutritivos e oxigênio para o bebê.


Essa doença geralmente se manifesta na primeira gravidez, mas também pode se desenvolver nas gestações seguintes, mesmo que nas anteriores não tenha ocorrido nenhum problema. Se a gestante teve pré-eclâmpsia na primeira gravidez, isso não significa que necessariamente apresentará o problema nas gestações seguintes, embora haja uma predisposição maior.


A pré-eclâmpsia pode ser desencadeada por diversos fatores, como: diabetes, gestação múltipla, obesidade, idade avançada ou precoce da gestante, iso-imunização pelo fator Rh ou mola hidatiforme - disfunção em que ocorre degeneração das células da placenta. Naturalmente, aquelas que já sofrem de pressão alta ou cujas famílias apresentem casos de hipertensão, terão mais chances de desenvolver a pré-eclâmpsia.

Complicações e tratamento

"A pré-eclâmpsia causa uma vasoconstricção na parede dos vasos da placenta, o que leva a uma isquemia - falta de oxigenação - da mesma, podendo provocar retardo de crescimento fetal, e como conseqüência mais grave, morte do feto", afirma a Dra. Miriam Baeder, ginecologista e obstetra em São Paulo.


O tratamento da pré-eclâmspia inclui medicamentos hipotensores, sedação da paciente e antecipação do parto assim que possível, levando em consideração a maturidade do feto. Repouso e diminuição da ingestão de sal são recomendados. "Embora a gestante esteja com retenção de líquidos, o uso de diuréticos é contra-indicado na gestação", alerta a Dra Miriam.


"A hipertensão, de maneira geral, "amadurece" o feto mais precocemente, principalmente o pulmão, um dos órgãos que normalmente amadurece por último. Por isso, em alguns casos, assim que os exames indicam que o feto apresenta-se em condições para nascer, é aconselhável antecipar o parto, através de indução ou cesárea", destaca a ginecologista.


Se não for tratada, a pré-eclâmpsia pode evoluir para a uma quadro mais grave, a eclâmpsia, que é uma das principais causas de óbito materno. Por isso, fique atenta aos fatores de risco citados acima, como antecedência familiar, obesidade, gemelaridade, gestação precoce ou tardia e diabetes e faça um pré-natal completo.


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