Domingo, 23 de julho de 2017
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Férias culturais

Por Lucy Casolari *


Mãe, quero comprar um brinquedo! O que vamos fazer hoje?Ah! Não tenho nada para fazer!!!

Certamente essas frases serão ouvidas várias vezes por semana, quem sabe até repetidas em diversos momentos do dia. E haja paciência, firmeza e criatividade para lidar com isso! Durante as férias as crianças querem atividades o tempo todo, insistem e reclamam quando não são atendidas. O pai, em geral, sai para o trabalho e não toma conhecimento do "problema". Cabe à mãe, mais uma vez, a tarefa de administrar essas questões, assim é preciso estar preparada, com soluções e respostas prontas para tirar da sua cartola de mágico.

A dupla terrível: TV e shopping

Limites têm que ser claramente colocados a partir da rotina diária, a começar pelo tempo na frente da TV, que precisa ser alternado com atividades diversificadas. Caso contrário, as crianças passam o dia na frente da telinha, trocando de canal em busca de desenhos animados ou, pior ainda, assistindo de forma indiscriminada a todo tipo de programação. Além disso estão sujeitas aos apelos da propaganda que bombardeia suas mentes e corações, criando necessidades e desejos artificiais.



Pensar em alternativas de lazer que escapem dos tradicionais passeios aos shoppings pode ser uma saída, pois o grande objetivo desses centros de compras é vender seus produtos e serviços para as famílias e, principalmente, para os pequenos consumistas. Naturalmente a palavra mágica vai ser comprar: brinquedo, sorvete, revista, refrigerante, livro, iogurte, chocolate, biscoito, todos com marca e não simplesmente para satisfazer a fome ou sede. Isso tudo leva a mãe à loucura! É difícil lidar com essas situações estressantes, principalmente dentro dos chamados templos de consumo, então que tal fugir deles?

Contato com a natureza

Passeios ao ar livre podem ser uma alternativa a esse círculo vicioso. Existem diferentes opções de parques, com espaço parar brincar, correr, jogar bola, andar de bicicleta, caminhar na mata e até fazer um piquenique - com direito a toalha xadrez, cesta de lanche e tudo o mais. O contato com a natureza é algo que precisa ser proporcionado com freqüência às crianças urbanas: sol, ar puro e todo o verde possível. Alguns parques dispõem ainda de animais vivendo em espaços que reproduzem as condições naturais, o que costuma mobilizar a curiosidade e até a afetividade de pais e filhos.

Ampliando horizontes

Museus ou exposições temáticas podem ser visitados, escolha de acordo com a idade e interesse das crianças. Lembre-se de que o tempo de permanência nesses espaços é proporcional à capacidade de atenção que seu filho dispõe nesse momento da vida e, também, à disponibilidade dos pais. Os passeios culturais têm, às vezes, um certo ranço de obrigação, relacionado com coisas chatas ou enfadonhas.


O primeiro passo para a realização dessas atividades é o acompanhante estar sinceramente motivado para tal, sentir desejo de ir, apreciar, ter preferências... Costuma-se ouvir que as crianças em outros países freqüentam museus desde pequenas, sabem se comportar, estão interessadas... e que as nossas não querem saber de nada. Talvez caiba aos pais e, certamente, à escola, proporcionar esses passeios que contribuem para estender o campo de referências e formar novos hábitos. O adulto que encara essas atividades como prazerosas saberá contagiar a criança com seu entusiasmo e não vai desanimar à primeira negativa. Respeitar seu próprio limite e ser verdadeiro é a melhor maneira de ampliar horizontes de seu filho, tornando-se assim o mediador entre a infância e o chamado mundo das artes e cultura.

Olhar de viajante

Ao visitar uma cidade desconhecida ou mesmo circulando pela sua, procure prestar atenção às praças, parques, jardins, monumentos, avenidas, prédios públicos e tudo o mais que estiver em seu caminho. Observe as características, tente imaginar em que época foram construídos e, se tiver oportunidade, informe-se um pouco mais. Aproveite para conversar com seu filho e saber o que ele imagina, que fantasias tem a respeito. Escutar as hipóteses das crianças é participar do mundo delas e contribuir para estender seu campo de referências.


Lembre-se de que a riqueza está na diversidade, assim é interessante possibilitar opções variadas que explorem um leque mais amplo da realidade. Dessa forma se pode desenvolver um mundo interior interessante e colorido, que não dependa somente do consumo de uma infinidade de mil coisinhas para alcançar a felicidade.

* Lucy Casolari é pedagoga e educadora


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