Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
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Tênis, mania dos baixinhos

Por Luiza Helena Marcondes *


Brasileiros adoram futebol, mas os esportistas mirins começam a adotar uma nova modalidade como favorita: o tênis. Raquete na mão e todos preparados para mais um game!

Ping, pong, ping, pong. Foi-se o tempo em que as crianças se contentavam em bater a pequena raquete de madeira numa bolinha de plástico sobre uma mesa dividida por uma rede. Agora elas querem mais. Um piso sintético, quadra retangular e um bom saque. Pode ser sim uma "gugamania", mas a verdade é que muitos pequenos estão procurando aprender a modalidade surgida na Itália há cerca de 1.500 anos.


Na academia Runner Kids Club, unidade Butantã, em São Paulo, "guguinhas" mirins podem começar a praticar a atividade com oito anos de idade, quando a musculatura e a coordenação motora estão bem preparados. As turmas são divididas por idade. A separação acontece porque quanto mais velha, mais facilidade a criança terá em aprender os fundamentos jogo. E o reflexo e a agilidade estarão mais desenvolvidos. Para ensinar a garotada, um professor e um assistente acompanham de perto os movimentos de cada aluno.

Os primeiros lances

As aulas duram 40 minutos e os principiantes aprendem, basicamente, o manejo da raquete. "As crianças ficam num dos lados tentando arremessar a bola na quadra adversária", explica Edson Assis Kuasne, coordenador do Projeto Kids. Exercícios desse tipo desenvolvem a rapidez, a concentração e a musculatura das pernas e dos braços.


O tênis é jogado numa quadra retangular de aproximadamente 20 a 25 m de comprimento e 10 m de largura. Exatamente no meio, uma rede divide a extensão do campo. "Na academia as aulas têm como objetivo o aprendizado e o aprimoramento das técnicas básicas e específicas do esporte além das situações de jogo. Não visamos a competição em si".

Avaliação física é fundamental

Enquanto não tiver um físico adulto, o aluno pode praticar duas vezes por semana. "É preciso um intervalo mínimo de 48 horas entre uma aula e outra, pois o gasto de energia é muito grande". Antes de começar a "treinar" todas as crianças passam por um teste médico e físico. Professores de educação física e médicos submetem os futuros esportistas a provas de flexibilidade, eletrocardiograma, avaliação de peso e altura.


Os resultados são comparados para saber se o aluno tem algum problema que o impeça de praticar o esporte e até mesmo os riscos de lesão. "Um garoto com mais massa corpórea ou peso superior à esperada naquela idade está mais sujeito a lesões, embora até os treze anos os riscos sejam menores porque não há sobrecarga muscular", diz Kuasne.


No tênis, a criança pode ficar com tendinite pelo movimento repetitivo da raquete. Mas, segundo o coordenador, se o intervalo mínimo for respeitado a probabilidade de contusões diminui, desde que os exercícios sejam feitos corretamente. Para isso são necessários períodos de aquecimento e alongamento.


Para outras informações, consulte o site da academia:

http://www.runner.com.br


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