Terça, 26 de setembro de 2017
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Dicas para conciliar gravidez e trabalho

Por Carla Oliveira *


Você está esperando um filho e vai continuar trabalhando durante toda a gestação? Aprenda como enfrentar esse período sem transtornos!

A gravidez é um momento delicado - e também muito especial - na vida de uma mulher. Seu corpo sofre inúmeras mudanças e um turbilhão de emoções toma conta de seus sentimentos, deixando-a, às vezes, bastante confusa. Mas, a vida não pára, e a futura mamãe precisa continuar exercendo suas atividades habituais até o fim da gestação, principalmente no trabalho. Porém, para não prejudicar a vida profissional, e muito menos a saúde, alguns cuidados são necessários.


Enjôos: Para evitá-los, leve para o trabalho alguns lanchinhos e procure comer a cada duas ou três horas. Isso não significa comer mais, apenas dividir a quantidade de comida que ingere normalmente em pequenas porções. "Prefira os alimentos sólidos, que combatem melhor as náuseas do que os líquidos e mantenha distância de fumantes", aconselha Maria Rita Lemos Bortolotto, obstetra em São Paulo. Os remédios não são bons aliados, pois causam sonolência.


Esforço físico: Se precisar subir escadas ou carregar objetos mais pesados, faça-o vagarosamente e sem prejudicar a postura. No entanto, não se sobrecarregue e peça ajuda sempre que necessário. Prevenir sempre é bom! "Na minha segunda gestação, no sétimo mês, uma paciente sofreu uma parada cardio-respiratória e tive que fazer massagem cardíaca. No momento, tudo bem. Mas, a descarga de adrenalina e o esforço causaram contrações e precisei ficar uma semana de licença" conta a Dra. Maria Rita.


Equipamentos eletrônicos: Não há indícios de que o computador, o celular ou a máquina de xerox prejudiquem o bebê.


Alimentação: Se tiver hipertensão, leve comida de casa, preparada com pouco sal. Caso contrário, apenas evite gorduras e refrigerantes. Carregue sempre uma garrafa de água, pois as grávidas precisam estar bem hidratadas para que a bolsa aminiótica tenha a quantidade de líquido adequada e também para evitar possíveis infecções urinárias. Seus colegas deram uma pausa no trabalho e foram todos tomar um cafezinho? Resista a essa tentação, pois a bebida estimula arritmias cardíacas e piora o enjôo. Se sentir muita vontade, tome apenas uma vez ao dia, misturado com leite.


Beleza: Salto alto, nem pensar! Prejudica a circulação, a coluna e facilita entorses e quedas. Após o quinto mês, é permitido um salto de, no máximo, três centímetros. Não há restrições em continuar usando maquiagem, mas a tintura de cabelo não é recomendada.


Roupas: Dê preferência às roupas frescas e soltas, para não incomodar ou restringir a circulação, e a tecidos que não prejudiquem a evaporação do suor. Lembre-se: a gestante sente mais calor! "A gravidez pode comprometer um pouco o visual das executivas, mas hoje em dia já se pode encontrar alternativas interessantes ao odioso macacão e às batas do tipo capa de botijão de gás", tranqüiliza a Dra. Maria Rita.


Postura: Use cadeiras com encosto, suporte para os braços e na altura em que as pernas não fiquem nem penduradas nem dobradas - se for preciso, apóie os pés em um banquinho. Sente-se com as costas eretas, sem forçar a lordose natural da gravidez e, de vez em quando, dê uma voltinha para ativar a circulação. Por outro lado, se a gestante tiver que passar muito tempo em pé, é essencial usar meias elásticas. "Recomendo reivindicar uma cadeira e pequenos períodos de folga para andar um pouco, especialmente após o sétimo mês" avisa a obstetra.


Profissões arriscadas: Mulheres que exercem profissões de risco, como as policiais, devem pedir transferências para locais mais seguros. Aquelas que lidam com produtos químicos que possam prejudicar o feto devem exigir mudança de função durante a gravidez. Já as que lidam com crianças ou animais, precisam ficar atentas para não contrair doenças infecto-contagiosas, como rubéola.

O lado emocional também merece atenção!

Algumas mulheres temem que sua gravidez seja vista pelos colegas de trabalho como um empecilho ao seu rendimento normal. Para mostrar que continuam eficientes, muitas começam a trabalhar até mais do que antes e acabam estressadas, o que pode prejudicar o desenvolvimento do feto e causar partos prematuros. O medo de serem preteridas em promoções ou mesmo demitidas após o término da licença-maternidade e o desprezo de alguns funcionários, que acham que ficarão sobrecarregados, são fatores que aumentam a ansiedade.


Não se pode negar que em algumas épocas da gravidez será difícil manter a mesma disposição ou concentração. Nos três primeiros meses, náuseas e sonolência poderão atrapalhar um pouco. Já no segundo trimestre, a gestante poderá sentir queda de pressão e hipoglicemia, o que poderá causar mal-estar e até mesmo desmaios. Por fim, na última etapa, o inchaço dos membros e articulações e o volume abdominal farão com que seus movimentos sejam realizados com mais dificuldade.


"Porém, a maioria das mulheres dribla muito bem esses percalços e mantém seu desempenho profissional no mesmo patamar", defende a Dra. Maria Rita. Por isso, não se intimide! Curta a sua gravidez sem se sentir um "bicho de sete cabeças" em seu ambiente de trabalho. E mãos à obra!


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