Segunda-feira, 24 de abril de 2017
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Aconchego na casa da vovó

Por Beatriz Camargo *


Você se lembra da Dona Benta, a avó do 'Sítio do Pica-pau Amarelo'? A casa da vovó real também pode ser o lugar ideal para realizar seus sonhos.

Qualquer criança fica fascinada ao ir para a casa da vovó. Lá, tudo parece diferente, maior e mais bonito do que na sua própria casa. Para ela, é emocionante ir descobrindo coisas, como caixas, armários, roupas e sapatos velhos. Um mundo novo a ser explorado. Além disso, a casa dessa pessoa encantadora se torna território livre para as brincadeiras e a realização de todas as vontades: comida especial, doces sem limites, nada de verduras, programas de TV até tarde. Que sonho!


Muitas pessoas dizem que a avó estraga os netos, mimando-os demais. A psicóloga familiar Suzanna Amarante Levy discorda: "O papel de educar, colocar limites e pôr ordem na família pertence aos pais. A partir daí, não há problema em sair da rotina, da disciplina, em situações especiais". Para a vovó, sobra o privilégio de furar a normalidade cotidiana...

Suporte afetivo

Quando seu filhote está com a avó, ele tem a certeza de ser amado. "É um suporte importante", diz Suzanna, "pois a demonstração de amor que ela dá aos netos acontece incondicionalmente, ela não tem a responsabilidade da mãe". Não importa se eles tiraram notas baixas ou não. De qualquer forma, serão bem recebidos e, ainda, motivos de orgulho. Outro papel realizado pela avó é o de contar as histórias da família através das gerações, ajudando a criança no seu processo de se sentir membro de um grupo maior.


Outros familiares ou pessoas próximas também ajudam a formar esse círculo de suporte afetivo; muitas crianças não têm avós, mas simplesmente adoram visitar uma certa tia ou tio, ou mesmo um amigo dos pais.

Troca benéfica

Mas não só a criança sai melhor desse encontro mágico. A vovó também espera ansiosa que seus netos venham visitá-la. Eles são seus grandes ouvintes, a "platéia" a quem ela transmitirá conhecimento, livros e receitas. Os netos também a ajudam a entender o mundo de hoje, principalmente no caso de avós mais velhas. Para ela, o contato é uma oportunidade de rejuvenescer.


Além disso, a avó já passou dessa fase de mãe e está em outro momento, não tem mais "pique" para educar criança. Precisa de tranqüilidade, já não tem tanta tolerância à bagunça e ao barulho, por isso deve mesmo ficar com a parte mais leve das relações com as crianças.

Mãe e filha, sogra e nora

A compreensão entre você, pai ou mãe, e a avó de seus filhotes é essencial - principalmente se ela for sua sogra, já que vem de outra família, não necessariamente com os mesmos costumes. Mesmo que haja discordâncias sobre o modo de educar, deve existir respeito. "Se não houver respeito pela diferença, a criança se prejudica - especialmente as que ainda estão na primeira infância. Ela pode chegar a pensar que a mãe não é tão boa, ou deixar de gostar da avó, por criticar a mãe" comenta Suzanna.


A psicóloga considera a figura da avó muito importante, mas dentro de seu papel; "complica quando ela passa a ocupar o lugar da mãe", diz. Com o grande número de mães muito jovens, às vezes os papéis se misturam, causando confusão para a criança.


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