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Gagueira, aprenda a ajudar seu filho

Por Sonia Salama * em 23/11/2000


Grande parte das crianças gagueja quando começa a falar. Não fique aflita e aprenda, aqui, como ajudar nessa fase.

Quando os filhos pequenos começam a usar a linguagem com mais freqüência, os pais ficam encantados com seus relatos. E o que fazer quando essa "conversinha" é interrompida em seu fluxo natural por episódios de gagueira? Aí você se pergunta: será que tais repetições, hesitações, bloqueios ou prolongamentos são indícios de uma gagueira?


Hoje é sabido que, entre 2 e 4 anos de idade, a disfluência, ou seja, o rompimento no fluxo da fala, atinge a grande maioria das crianças. Pois saiba que essas hesitações estão associadas a um nível ainda insatisfatório de maturação dos aspectos neuromotores essenciais para os atos da fala. Esse período dura, em média, de oito a dez meses, e cerca de 75% das crianças se recuperam espontaneamente.



As pesquisas no mundo todo ainda não apresentam um consenso sobre as causas da gagueira. Sabe-se que há certos fatores de predisposição inter-relacionados, isto é: biológicos (alterações metabólicas, infecções graves maternas ou da criança); hereditários (predisposição familiar); psicológicos (características psicológicas comuns); lingüísticos (distúrbios articulatórios, dificuldade na aquisição de padrões morfossintáticos, semânticos ou pragmáticos); e ambientais (pressão familiar ou social, estresse no contexto social).



Para atenuar esses problemas, podemos ajudar as crianças nessa fase seguindo estas regras simples:



  • Evite corrigir ou criticar o padrão de fala de seu filho.
  • Evite interrompê-lo, pedindo que pense ou respire antes de falar.
  • Evite dizer que não compreendeu o que ele disse. Finja que "tinha um barulho aqui e não consegui ouvir bem" em vez de dizer "você não falou corretamente".
  • Evite finalizar o que a criança estava tentando dizer.


    E, finalmente, o mais importante: faça perguntas que demonstrem um interesse pelo assunto e nunca pela forma de falar.

    >Ilustração Cecília Esteves

    * Sonia Salama é fonoaudióloga bilíngüe (inglês, português), mestre em Lingüística Aplicada, coordenadora da Clínica Potencial http://www.clinicapotencial.com.br/


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