Quinta-feira, 27 de julho de 2017
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Histórias de ontem e de hoje


Leia aqui cinco histórias que marcaram a infância de nossos usuários, enviadas para o Concurso Cultural Clicfilhos Magia de Ler

A galinha ruiva

por Ana Paula Kreyci - Premiada

Minha história preferida quando era criança, e que meu filho também adora, é a história da Galinha Ruiva.

Uma galinha encontra um grão de trigo, e pede ajuda aos animais da fazenda para plantá-lo, mas ninguém a ajuda. ("Quem quer ajudar a gente, a plantar o grão de trigo?" // "Eu não, eu não, eu não").

Ela e seus pintinhos plantam sozinhos o grão de trigo. Quando chega a época da colheita, ela novamente pede ajuda aos animais para colher. ("Quem quer ajudar a gente, a colher os grãos de trigo?" // "Eu não, eu não, eu não").

Ela e seus pintinhos novamente colhem sozinhos os grãos, e partiram para a tarefa de debulhar. Novamente, a galinha pergunta quem pode ajudá-la. ("Quem quer ajudar a gente, a debulhar os grãos de trigo?" // "Eu não, eu não, eu não").

Depois de debulhado o trigo e feita a farinha, a galinha e seus pintinhos pedem ajuda para fazer um pão. ("Quem quer ajudar a gente, a assar um pão de trigo?" // "Eu não, eu não, eu não").

Quando o pão está pronto, os animais se aproximam da galinha, atraídos pelo maravilhoso cheiro. A galinha faz sua última pergunta. "Quem quer ajudar a gente, a comer o pão de trigo?"

Dessa vez todos os animais respondem dizendo: "Eu sim, eu sim, eu sim".

E a galinha e seus pintinhos dessa vez negam o pão aos animais, dizendo que apenas quem ajudou em todo o processo poderia partilhar do delicioso pão. E os animais aprenderam que se querem dividir a recompensa, devem compartilhar o trabalho.

Eu gostava muito dessa história, costumava ouvi-la todos os dias, e acho que passa uma mensagem muito bonita, que com certeza quero que meu filho aprenda!

Pollyanna

por Ana Maria Figueira Vieira - Premiada

Uma história que marcou bastante a minha infância, e que até hoje é referência para a minha vida adulta e do meu filho de oito anos, foi apresentada a mim por uma professora através de um livro de nome Pollyanna. Na época, eu contava com algo em torno de meus 10 ou 12 anos, menina franzina, extremamente tímida, vivia de cabeça baixa, com vergonha de mim mesma e do que eu achava que eu era: insignificante diante de minhas amigas sempre tão determinadas. A história me proporcionou uma identificação imediata com aquela menina também tão subjulgada pela tia que não demonstrava sentimento algum pela sobrinha ou qualquer outra pessoa que estivesse à sua volta, para a tia, o tempo estava sempre fechado. A menina, aprendeu e ensinou, que não importa a situação na qual você se encontra, tudo depende de como você deseja que ela seja. Pollyanna apresenta de forma muito clara que sempre haverá duas escolhas para você seguir: ou se encostar em um canto, à sombra e lamentar eternamente sua falta de sorte, ou ver que as sombras estão ali para serem vencidas e fazer com que você cumpra sua missão rumo ao crescimento pessoal. Essa história, ajudou-me a compreender que eu tinha de buscar sempre o melhor de todas as coisas, não importando se o dia estava ensolarado ou chuvoso: se ensolarado podia sair e brincar e rir, se chuvoso podia curtir o aconchego do meu sofá e o carinho de meus pais. Desta história em diante, parei de lamentar por me sentir tão insignificante e comecei a olhar o que eu possuia de bom dentro de mim e buscar formas de exteriozar isso perante minhas outras amigas. A história continua sendo referência na minha vida porque com ela, aproveito para mostrar ao meu filho que cabe somente a ele escolher o caminho, pois sempre haverá algo que seja muito bom ou muito ruim, basta ESCOLHER!

Espero que gostem da minha história. De qualquer forma, sinto-me feliz em compartilha-la com vocês! Obrigada.

A história da raposa

por Adriana Cavalcante Sousa - Premiada

Quando eu era criança, sempre ouvia da minha mãe a história da raposa, que era a melhor amiga de um homem simples, que era assim:

Um homem simples morava com o seu filhinho, que ainda era um bebê. Esse homem tinha que sair todos os dias para trabalhar,e como não tinha quem cuidasse do seu filho, ele deixava uma raposa tomando conta da criança.

Todos o criticavam e diziam que quando a raposa sentisse fome, comeria o seu filho.Com isso, o homem começou a ficar desconfiado e com medo.

Um certo dia, chegando em casa, encontrou a raposa com a boca com sangue. Desesperado pensando que ela havia comido o seu filho, matou a pobre raposa e quando entrou em casa, encontrou o seu filhinho dormindo no berço e, no chão estava uma cobra morta.

Moral da história: por acreditar no que os outros falavam, o homem matou a sua amiga que só quis defender o seu filho !

Essa história nunca me saiu da cabeça, e me fez entender que não devemos acreditar em tudo que falam por aí, e devemos preservar as nossas amizades verdadeiras!

João e Maria

por Maria Angela Principe

Havia um casal de lenhadores e seus dois filhos: João e Maria. Moravam em uma casinha bem pobrezinha no meio da floresta.

Numa noite, os pais das crianças conversavam sem saber que João não estava dormindo e escutava toda conversa.

A conversa era de que precisavam tomar uma atitude; pois não tinham o que comer e a situação era precária.

Resolveram abandonar as crianças na floresta para não verem o pior acontecer.

João pensou: vou lá fora escondido e pego uns pedregulhos e amanhã cedo vejo o que faço.

Ao amanhecer, foram todos para floresta cortar lenha. Quando as crianças estavam distraídas, os pais foram embora e as deixaram sozinhas.

As crianças perceberam que estavam sós e Maria começou a chorar. João a consolou dizendo:

- Não chore Maria, eu marquei o caminho com pedrinhas. Nós vamos conseguir voltar.

Eles seguiram as pedrinhas e logo estavam de volta em casa.

Seus pais ao verem, ficaram admirados e ao mesmo tempo aborrecidos; pois era para as crianças ficarem perdidas na floresta. A mãe disse no ouvido do marido:

- Amanhã faremos de novo. Vamos esquecê-los na floresta.

Na manhã seguinte, lá estavam João e Maria se preparando para saírem com os pais, quando a mãe lhes disse:

- Meus filhos, peguem esse pedaço de pão duro; pois é o único alimento disponível e vamos para floresta buscar nosso sustento.

João que era muito esperto pensou: eles não vão fazer o mesmo de ontem e vão ter uma surpresa. Mal sabiam que o pior estava por vir.

No caminho, João jogava migalhas do pão para marcar o caminho e não prestou atenção que os passarinhos famintos comiam as migalhas.

Aconteceu novamente. Ficaram perdidos. O caminho de volta, foi comido. E agora?

Maria chorava e João a consolava. João disse a Maria:

- Vamos caminhando até encontrar alguém que possa nos ajudar.

Caminharam até anoitecer. De repente, João olhou para cima e viu uma luz bem fraquinha. Era de uma casinha em cima de uma enorme árvore. João disse:

-Olhe Maria, vamos subir até lá? Subiram na árvore e depois no telhado da casinha. No telhado tinha uns buraquinhos por onde viram uma velhinha fritando bolinho.

Com muita fome, pegaram um galhinho da árvore e quando a velhinha saia de perto; espetavam um bolinho e comiam; pois estavam esfomeados.

A velhinha percebera a falta de alguns bolinhos. Ela pensou que podia ser um gatinho esfomeado e dizia:

-Chipa meu gatinho, chipa meu gatinho! ( Quer dizer: sai daí gatinho ).

Com o sumiço de muitos bolinhos, a velhinha resolveu apurar o que acontecia, pois o gatinho não haveria de comer tanto assim. Olhou para cima e viu o que realmente acontecia e disse:

- Crianças, desçam daí e venham tomar café com bolinhos comigo!

Eles desceram, esclareceram tudo e tiveram uma surpresa. A velhinha era uma bruxa muito má.

Pegou Joãozinho, colocou-o numa gaiola e fez de Maria sua escrava e a maltratava muito.

Falava com Maria:

- De bastante comida a seu irmão, preciso dele bem gordinho para comê-lo. A bruxa ria da situação.

Aproveitando que a velha mal enxergava, as crianças aproveitaram da situação.

A velha dizia:

-Joãozinho mostre-me seu dedinho, quero saber se está gordinho!

O menino mostrava o rabinho de um ratinho que conseguiu pegar.

Cansada de esperar o menino engordar, a velha resolveu come-lo magro mesmo. Mandou Maria colher lenha, preparar a fogueira e o caldeirão com água.

A menina obedeceu, mas, foi chorando pelo caminho. No caminho encontrou Nossa Senhora, que lhe perguntou o que acontecia. Ela relatou o acontecido chorando muito.

Nossa Senhora lhe deu todas as coordenadas para que tudo terminasse bem. Ela disse:

- Quando a água começar a ferver, a bruxa vai mandar você dançar. Então diga:

-Dança a senhora primeiro, eu não sei dançar. Quando ela estiver dançando, empurre-a no caldeirão e vá correndo salvar seu irmão e fujam para a floresta. Neste momento Nossa Senhora desapareceu e nem deu tempo de Maria agradecer os conselhos.

E assim aconteceu. A bruxa foi para o caldeirão. Os dois irmãos fugiram para floresta .

No caminho encontraram quem mais queriam; seus pais. Eles estavam chorando arrependidos do que fizeram e pediram perdão. O pai disse:

- Perdoe-nos meus filhos, pois a maior riqueza que temos, são vocês. Estamos junto novamente e isso é que importa. Agora seremos uma família feliz novamente.

E assim termina a historia que minha mãe me contava. Era longa, mas, emocionante.

Chapeuzinho Vermelho

por Elislane Pires

Oi, sou Elislane, 30 anos, mãe da Aíne, 5 anos e Maysa, 1 ano, abaixo contarei a história que mais fascinou minha infância:

Era uma vez uma menina, seu nome era chapeuzinho vermelho, adorava brincar, pois era muito feliz. Numa bela manhã estava pulanco corda em frente a sua casa, quando sua mãe lhe chamou e pediu que levasse uma cesta de docinhos para sua vovó, a alertando que não deveria falar com estranhos. E lá foi ela cantando e pulando floresta adentro, até que percebeu algo lhe observando por entre as árvores e foi ver o que era, descobriu que era um lobo faminto. Este lhe pediu um docinho, pois estava com muita fome, e ela lhe deu um docinho, explicando que só poderia oferecer um, pois os docinhos eram da vovó. E seguiu pulando e cantando, e o lobo não satisfeito com apenas um docinho, decidiu ir até a casa da vovó e ficar no seu lugar, para assim comer todos os docinhos. Quando a chapeuzinho entrou na casa da vovó, viu que o lobo estava disfarçado de vovó e saiu correndo pedindo ajuda, até encontrar um caçador, que deixou o,lobo com tanto medo, que saiu correndo pela floresta e nunca mais voltou, e a vovó ficou muito feliz com os docinhos, e a chapeuzinho voltou cedinho para casa.


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