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Respiração afeta os dentes e o corpo

Por Luiza Helena Marcondes * em 18/07/2001


Seu filho é disperso, ronca durante o sono, baba ou dorme com a boca aberta? Saiba que ele pode ter problemas com a respiração. Conheça as principais características da síndrome do respirador bucal.

Você deve estar estranhando a pergunta acima, mas com algumas dicas conseguirá perceber se seu baixinho respira ou não corretamente. Aspirar o ar pelo nariz e soltar pela boca pode parecer simples, mas nem todos conseguem realizar essa tarefa. Embora seja uma função involuntária de nosso corpo, algumas crianças têm dificuldade em mantê-la e passam a respirar pela boca, prejudicando todo o organismo.


Para ter a certeza de que seu filho respira corretamente, confira seus movimentos por alguns minutos enquanto dorme. Verifique se ele permanece com a boca aberta, ronca ou baba. Essas características são fundamentais para decifrar o problema respiratório.


Casos mais graves podem ser confirmados simplesmente pela aparência da criança: olheiras profundas e roxas e os dois dentes da frente tortos e formando um triângulo na arcada superior são sinais de respiração bucal intensa.

Ginástica e respiração perfeita

Para a dentista Carla Di Rago Todescan, de São Paulo, bebês que mamam no peito têm grandes chances de respirar corretamente, pois o movimento de sucção ajuda o pequeno a respirar pelo nariz. A ginástica facial feita durante o aleitamento materno é extremamente importante. "Crianças que mamam no peito só têm benefícios", confirma a doutora.


Tomar mamadeira dificulta a respiração de bebê. Enquanto se alimenta, ele engole ar pela boca e diminui o trabalho nasal. A princípio, isso pode parecer irrelevante, mas quem respira pela boca deixa de ganhar de 20 a 40% de oxigênio para o corpo. E, além disso, aspira ar seco, frio e em alguns casos poluído, alterando o metabolismo pulmonar.

Combustível para o cérebro

Crianças que respiram pela boca são mais dispersivas e inquietas. De acordo a especialista, só o cérebro humano consome 25% de todo o oxigênio de que necessitamos. Portanto, se o pequeno, respirando pela boca, não consegue obter gás suficiente para o trabalho do corpo, o rendimento cerebral também diminui.


"O cérebro não se tornará defeituoso, mas não terá combustível suficiente para realizar todas as ligações com os neurônios e funcionar perfeitamente", explica a dra. Carla. Com isso, a criança perde o poder de concentração e o rendimento escolar cai. Outra conseqüência do problema diz respeito à postura. Quem sofre da síndrome do respirador bucal geralmente tem maior tendência a desvios de coluna.


Ao perceber qualquer sintoma da doença procure um especialista, mas não espere seu filho chegar ao início da adolescência para corrigir o problema. O tratamento deve começar o mais cedo possível. A correção da respiração depois dos 12 anos de idade é mais complicada e demorada.

Tratamento sempre

Segundo a dra. Carla, o tratamento, num caso extremo, vai durar pelo menos quatro anos. A criança precisará utilizar aparelhos dentários, fazer fisioterapia, fonoaudiologia e até ter a ajuda de psicólogos. O sucesso vai depender da ação conjunta de vários especialistas.


Consulte um dentista para diagnosticar o problema e não deixe de tratar. Uma respiração bucal prolongada por toda a vida pode gerar algumas complicações na fase adulta. Por falta de oxigênio, o trabalho cardíaco será mais intenso e a pressão arterial corre riscos de sofrer alterações.


Lembre-se: criança que respira pelo nariz tem melhor rendimento escolar e sorriso mais bonito!


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